Arautos da Realidade

Muitos de nós durante a infância cultivamos sonhos. A pureza nos faz alimentar sonhos de um mundo justo, sonhos de profissões excêntricas. Sonhos para nós, para o mundo, para o planeta, diversos tipos de sonhos.

Alguns desses sonhos não têm muito sentido mesmo. Ser picado por um inseto radioativo e ganhar super-poderes por causa disso, por exemplo.

Outros sonhos, por parecerem tão nobres ou tão interessantes, nos perseguem até a idade adulta.

O problema desses "sonhos coerentes" é que a Vida sempre nos coloca em prova: "Você acredita mesmo nesse sonho? É capaz de sacrificar parte importante da sua vida e do seu futuro por ele?" É neste ponto que a maioria das pessoas desiste, ao ver que seu sonho exige grandes sacrifícios. Muitos ainda ligados aos seus sonhos. Ao desistirem, precisam matar uma parte de si mesmos.

Isso cria uma ilusão de que este era o único caminho possível, uma ilusão necessária para que se sinta feliz ("Se eu tivesse sido músico hoje estaria pobre, não estaria bem de vida como estou"). E o que acontece com tais pessoas quando se deparam com outros perseguindo os próprios sonhos?

O balde de água fria que eles jogam em quem sonha tem um pouco de cuidado e desejo de evitar que os sonhadores sofram com algo supostamente impossível. Por outro lado, se o sonhador vencer vai significar que o sonho era possível e foi morto em vão.

Quando te disserem insistentemente para botar o pé no chão, que seu sonho é fantasioso e não vale a pena, não dê ouvidos: a decisão é somente sua. Também não tenha raiva desses "arautos da realidade". Eles são crianças como você e eu. Mas são crianças que foram obrigadas a matar o bichinho de estimação de que mais gostavam...

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