Noturno

Placas laminosas, de luzes florescentes
Ferem os meus olhos
E os olhos, e os olhos
E os olhos de tanta gente

À noite preciso me encontrar
Então me perco nessas ruas sem luar
Passo à noite enquanto a noite passa
Acuado entre o asfalto e a fumaça

Tão escuro no céu, claro na Terra
Tão falsas luzes, falsidade que aterra
De um colorido cruel, mas fantástico
Um afiado leque cromático

Neon no alto de um bar
Outros gases nobres preenchem o lugar
Lugares nobres para tantos réus
Luzes em boates, cassinos e motéis

Nas placas, lugares inflamantes
Prometem: nada será como antes
Promessas falsas, farsas, fantasias
A boemia é o prêmio do noturno

-- Cárlisson Galdino

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