Filha de Prata

Das ondas brotam aromas metálicosLágrima Lunar
Os sais, que saem das águas ao céu
Olhos contemplam tão sublimes formas
Suspenso o templo fulgura, nas nuvens

Visão? Vertigem? A areia que ascende
Se une e todas colunas de sais
Divergem de encontro à pedra que surge
Como que da pedra-mor filha brotasse

Nasce como um globo de um alvo fantástico
E parte dos mares ao livre espaço
Ainda visada pelo templo azul

Mas antes que parta a jovem de prata
Forte braço lança um grilhão de aço
Que a prende em um laço e se faz trovão

-- Cárlisson Galdino

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