Escarlate III #33 - Combate e Caos

Escarlate III #33 - Combate e Caos

No salão principal do “castelo” de Awra, a luta prossegue. Eve se levanta e olha ao redor após derrubar mais um bárbaro.

“Viex está ali dando cobertura. Não pode ajudar diretamente na luta ou esses caras me acertam. Acho que a agilidade desse meu novo corpo me ajudou um pouco. Se tivesse um escudo não sei se teria me saído melhor. Kokond...”

Ela olha em direção ao trono e vê o ex-general do mar de Noak e líder do grande golpe em Klavorini Norte. Mas algo está errado. Não muito longe dele, um dos assassinos acaba de ser atingido por um dos bárbaros.

Eve se volta mais uma vez para a batalha e salta esbarrando nas costas de um dos inimigos e saltando contra outro, a três metros de distância. Enquanto ela derruba seu segundo alvo, o primeiro golpeia um outro bárbaro, reagindo ao esbarrão sem enxergar direito.

“Ubaen concluiu seu trabalho e os assassinos devem estar cegos. Tenho que aproveitar.”

Correndo em disparada rumo aos assassinos ela vê, por uns instantes, Ubaen surgir diante de Kokond.

Antes que pegue seu braço porém, a fada recebe um golpe rápido. Uma lâmina pequena sobe cortando o braço de Ubaen, o braço que se estendia para alcançar Kokond.

Seu grito de dor rapidamente atrai a atenção de todos. Logo alguns dardos voam na direção dela, e ela some.

“Que droga! O que ela estava tentando fazer?”

Eve se apressa. Viex sai também de onde estava, indo em direção ao trono, mas lentamente.

Perto de alcançar os assassinos, ela recebe uma adaga na barriga, mas não para.

“Eles tem uma boa intuição.”

Sabendo que não pode falhar, ela ignora o ferimento – e até mesmo o objeto ainda preso ao seu corpo – e segue golpeando os dois assassinos restantes com precisão e rapidez. Após abatê-los, se senta no chão ali perto.


“Quando isso vai acabar?”

Viex já suado passeia pelo salão, tocando a flauta Janliet e se esquivando dos golpes que vêm, trôpegos, tentando derrubá-lo.

“Ubaen deve ter agido de novo e agora Eve corre para terminar o serviço. Maldito Zand, o que foi fazer de tão importante para nos deixar aqui só...”

Por um instante o susto quase o leva a interromper a concentração e parar de tocar.

“Eve?”

Dando mais passos, ainda um pouco longe de alcançá-la, continua tocando.

“Não, ela está bem. Não deve ter sido atingida. Juro que vi uma adaga sendo arremessada... Ela foi atingida!”

Viex se apressa e vê Kokond a três passos de uma Eve caída no chão, quase inconsciente.

- Ei! -Viex grita, aproximando-se dos dois.

Kokond o encara por um instante, sorri e corre em direção à porta.

O sorriso do criminoso teve uma razão. Seu primeiro instinto foi matar aquela mulher que substituiu a mulher do seu irmão, Rubi. O sorriso foi por ver que ela morreria de qualquer jeito. Bem perto, um dos bárbaros já vinha para golpeá-la.

Por uma fração de segundos, afastando a flauta dos lábios, os olhos de Viex saltam rapidamente entre Eve e Kokond.

Kokond começou a correr agora e está suficientemente próximo para ser alcançado e golpeado. Ao dar as costas dessa forma, baixou a guarda de um modo que rapidamente Janliet alcançaria seu pescoço, após alguns saltos em corrida, antes de chegar à porta.

O bárbaro tem um machado e viu Eve deitada. Ele está a dois passos de golpeá-la e ela não parece perceber nada, nem parece estar em si.

Voltando a flauta aos lábios antes mesmo que a tivesse afastado vinte centímetros, Viex toca rapidamente a melodia que aciona sua lâmina. Jogando o próprio corpo contra o bárbaro, consegue desequilibrá-lo enquanto , empunhando a espada como um punhal, crava-na no ombro do sulista.

Levanta-se, com o joelho doendo. E dá o último golpe no inimigo. O bárbaro cai de peito no chão.

Eve está jogada ali. Ela ergue o rosto e aprecia a cena.

- Obrigada.

Parece sem forças para se erguer. Volta a abaixar a cabeça em repouso.

O salão ainda tem pelo menos sete bárbaros, que agora podem enxergá-los com clareza e caminha na direção dos dois.

Kokond chega à porta sorrindo. Ao alcançá-la, seu sorriso se vai. Bloqueando seu caminho, aparece o guerreiro Zand.

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