Escarlate #21 - Passagem Secreta

- Este era o último lanoa. Podemos ir adiante? - o estranho guerreiro com ar de ex-nobre Halkond.

Naquela sala da “fábrica de monstros”, o grupo se espalha em busca de uma passagem. Claro que não significa necessariamente que o caminho seja por ali, mas já que estão ali, nada melhor do que aproveitar e começar a busca por ali mesmo.

Logo, Zand nota um certo encaixe no piso de madeira...

- Achei alguma coisa.

- Espere! - É Rubi. - Não mexa aí!

Ela vai para o lugar onde Zand está e começa a investigar a possível passagem secreta. O que talvez seja a passagem quadrada para baixo, de um metro de lado.

- Se você colocar a espada na fresta, dá pra levantar... - Azkelph tenta ajudar.

- Quieto! Sabe lá o que tem aqui embaixo! Pode haver alguma engrenagem... Na verdade há alguma engrenagem. Alguma coisa está presa a essa tampa de madeira por baixo. Provavelmente um mecanismo de corda para acionar alguma armadilha.

- Que tipo de armadilha? - Halkond pergunta.

- Não sei! Pode ser um dardo envenenado atirado de algum lugar da sala, ou daqui debaixo mesmo... Ou pode até ser um acionador de gás, fogo ou explosão. Não dá pra saber.

- Então a gente volta? - Halkond. - Simplesmente isso?

- Bom, temos que considerar algumas coisas – Zand intervém. - Se Etwau pegou realmente um cetro aqui nesta mansão, ele não veio por aqui. Deve ter arrumado um jeito de evitar os lanoas e achou o cetro em outro canto da mansão. Então, há possibilidades de o cetro verdadeiro estar aí embaixo.

- Então vamos! - Halkond se precipita.

- Espere! Por outro lado, é difícil agir com tantos lanoas por aí. Sem contar que quanto mais matamos, mais a máquina produz novas criaturas. Ele pode ter encontrado a máquina e desativado. Nesse caso, alguém teria dado manutenção. No caso de existir alguém que faça reparos nessa máquina, há uma outra passagem, usada por esse ser, e pode ser que o cetro esteja por esse caminho.

- Realmente. - Rubi responde e sorri para Zand. - Sabia que foi uma boa idéia ter chamado você para o grupo!

- De qualquer forma, pode estar aqui embaixo, então... - É Halkond.

- Já sei! Por que não cortam essa táboa dos dois lados, deixando a parte do meio ainda segurando a corda? - Azkelph propõe - Aí a gente vê o que tem embaixo e a corda contia como antes!

- Parece uma boa ideia. Alguém tem uma serra? - Zand pergunta.

- Claro! - Rubi responde. - Nunca se sabe quando precisaremos de uma.


 

Lá está o buraco no chão. Um pedaço de um metro por cerca de 30cm da madeira foi cortada e “aberto”, já que a passagem parece ter duas dobradiças, nos cantos e esse pedaço do lado foi onde havia uma.

- Aqui está. Um gancho com uma corda. - Rubi fala.

- Você é boa! - Zand fala.

- A essa altura... - Rubi responde, com olhar malicioso. - ...você não devia ter dúvidas sobre isso.

- Tá, tá legal... - Halkond se aproxima, tirando alguma coisa da mochila. Vamos ver o que há aí embaixo.

Eles amarram o pequeno lampião em uma corda, acendem e descem para ver o que se esconde no subsolo.

- Ali! Uma passagem lateral! - Rubi é que nota.

- Mas como é que alguém desce por aqui sem acionar a armadilha!? - Azkelph questiona.

- Ora, e quem disse que essa passagem vem sendo usada? - Halkond responde.

- Alguma coisa está fora do lugar aqui... - Zand comenta, pensativo.

- Calma, fofo. - Rubi acaricia seu cabelo e vai para o outro lado da passagem. - Temos que pensar agora é em como descer.

Ela começa a serrar o outro lado da tábua, do mesmo modo que havia serrado o lado anterior.

- Ei, por que não testamos? - Halkond estende a espada, na bainha, e movimenta a corda da tábua para o lado antes que qualquer um da sala possa se opor. A corda parece sustentar algo, mas vai para o lado empurrada pela espada e nenhuma armadilha parece ter sido acionada. - Está vendo? A gente está perdendo muito tempo com isso. Vamos cortar isso e...

- Não! - Rubi grita, mas o máximo que pode fazer é segurar Zand, que estava tão próximo da passagem quanto ela, e se jogar para o mais longe que pode da passagem.

Uma explosão se ouve de baixo. Uma explosão abafada que estremece a antiga mansão. Ainda se vê as chamas subindo além da passagem, e logo uma fumaça quente e negra toma conta da sala.

- Halkond, você ainda vai matar a gente! - É a voz de Azkelph que se ouve em meio a toda aquela fumaça.

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