DWD12 - Regras e Eliana

Duas novidades no wiki do Diceware D12: um PDF com as regras básicas, e o novo tomo Eliana.

O tomo Eliana foi montado a partir de palavras que aparecem nas músicas da cantora voltada ao público infantil, acrescido de algumas palavras encontradas em sua biografia (Wikipédia).

Você pode se perguntar: "O que diabos Eliana está fazendo ao lado de Machado de Assis e Eça de Queirós?". Bem, as palavras que aparecem em suas músicas são muito simples (afinal, são para crianças), mas por serem infantis são um tanto inesperadas para participar de uma senha.

Com isso, vamos à marca de 6 (seis) tomos públicos, sendo 4 comuns e 2 sofisticados. Um dia quem sabe chegamos a 12 tomos!

Special: 

Senhas seguras e fáceis de memorizar com Diceware D12

Já faz alguns meses, tive contato com a técnica de geração de senhas seguras conhecida como Diceware. O princípio na verdade é bem simples: pegue uma lista de 6^5 palavras (7.776 para ser exato), um dado comum de seis faces e pronto! Você tem todos os ingredientes para gerar uma senha segura! Basta sortear umas 4 palavras pelo menos, sendo que cada palavra exige a rolagem do dado 5 vezes. A vantagem do dado é que a aleatoriedade fica garantida. Se quiser saber mais sobre o Diceware, recomendo o artigo no The Intercept tratando do assunto.

Olhando isso, eu pensei: bom, essa técnica é divertida! E acho que dá pra fazer ficar ainda mais interessante! Assim nasceu o Diceware D12.

O princípio do Diceware D12 é o mesmo do Diceware tradicional, com algumas mudanças importantes:

  1. Ao invés do dado de 6 lados, utilizamos um dado de 12 lados.
  2. Ao invés de uma lista de 7.000+ palavras, utilizamos tomos, que são agrupamentos menores, porém mais organizados, de palavras. Cada tomo contém 1.728 palavras, mas não é só isso: elas estão agrupadas em 12 páginas de 12 sessões, cada sessão com 12 palavras.
  3. Ao invés de uma lista só de palavras, você vai escolher que tomos utilizar e recomendo que adote um "tomo secreto" para tornar a senha ainda mais difícil de ser quebrada.
  4. Como nem todo sistema suporta senhas gigantescas, o Diceware D12 oferece um método alternativo para quando precisamos de senhas mais curtas (e ainda assim, um pouco sofisticadas e fáceis de lembrar)

O Diceware D12 está sendo publicado no Wiki Cordéis. Lá você pode ver as regras e tomos já existentes. Os tomos estão apresentados em 2 grupos: tomos comuns (de palavras fáceis) e tomos sofisticados (de palavras mais difíceis e incomuns). A proposta é que você utilize um tomo sofisticado (à sua escolha) como se fosse seu tomo secreto, caso não tenha um realmente secreto e exclusivo. Até o momento, você verá 3 tomos públicos comuns e 2 tomos públicos sofisticados. Usando 4 tomos, você já será capaz de criar senhas que se aproximam da segurança do Diceware tradicional.

Tá, e como funciona na prática? Vejamos: pegue os 3 tomos públicos e escolha um tomo sofisticado (vamos usar o Asteroides). Você precisará colocá-los em uma ordem desejada. Por exemplo:

  1. Tomo Machado
  2. Tomo Pimentel
  3. Tomo Queirós
  4. Tomo Asteroides

Vamos criar uma senha de 4 palavras, ok? Rolamos o dado e saiu 3. De acordo com a tabela no wiki, isso significa que usaremos o primeiro tomo, o Machado. Agora, rolamos 3 vezes o dado: 4, 7, 4. A palavra inicial será "sai".

Segura aí e vamos repetir o procedimento. Rolando, deu 2, ou seja, o mesmo tomo novamente. Rolando 3 vezes deu 3, 1, 6. A palavra é "vá".

Continuando as rolagens, agora sai um 12. Vamos usar o tomo Asteroides. Rolando 3 dados, temos 1, 6 e 2. A palavra é "Erato".

Como o tomo especial já apareceu, vamos tirá-lo da jogada agora para evitar que a senha tenha mais de uma palavra "sofisticada". Assim, sobram os 3 tomos na ordem em que já estavam. Rolando novamente, sai um 5. Pela tabela (agora vendo a coluna com 3 tomos), o tomo  será o Pimentel. A rolagem de 3 dados deu 4, 10, 10. A palavra será então "prédio".

A senha que criamos foi "sai vá Erato prédio". Não transforme em frase tipo "sai, Erato, vá pro prédio". Parte da riqueza desse tipo de senha está no fato de a junção de palavras não fazer sentido, o que torna a senha mais forte. Como você pode ver,. é ainda uma senha relativamente fácil de ser memorizada.

Vamos criar uma usando o método alternativo? Então tá, considere os tomos na mesma posição em que estavam antes.

Rolando o dado saiu 7, o que nos leva ao Tomo Queirós. Sorteando palavras veio 10, 8, 8. A palavra é "proveito". Como ela tem 8 caracteres (mais que 4 e menos que 10, portanto), ela serve como está.

Vamos à primeira transformação. Rolando dois dados saiu 1, 7. Seguindo o método alternativo, devemos apagar a penúltima letra. A senha provisória é "proveio".

Para a segunda mudança a rolagem resultou em 5, 3. Devemos tornar maiúscula a terceira letra. Senha provisória: "prOveio".

A rolagem da terceira mudança: 8, 6. Alteração: trocar a quarta letra de traz para a frente com a antepenúltima. Senha: "prOevio".

A senha gerada foi "prOevio". É uma senha razoável. Como se vê, não apareceu caractere especial ou número (o método proposto às vezes os insere). Se achá-la fraca, você pode sortear mais alterações ou até alterar você mesmo. Por exemplo, transformando-a em "prOe^1o".

O método alternativo serve, inclusive, para tornar as senhas gigantes ainda mais difíceis. Nada impede que sua senha seja, por exemplo, "sai vá Erato prédio prOevio".

Este é o método sendo aplicado de forma pretensamente didática! Veja mais sobre o Diceware D12 no wiki! Espero que seja útil!

Ah, você pode estar pensando: "que louco isso! Mas eu não tenho um dado desses." Esses dados são vendidos em qualquer loja de RPG. E as regras trazem formas variantes de aplicação, ensinando você a emular um D12 com dados de 6 lados, cartas de baralho ou mesmo uma moeda! Dá uma olhada lá! E boas senhas! :-)

P. S.: Imagem do post.

João Ribeiro Lima

Na Academia Arapiraquense de Letras e Artes, ocupo a cadeira de número 37, que tem como patrono João Ribeiro Lima. Resgatei a minibiografia do meu patrono, que aqui publico. Fonte: livro Acala - História e Vida.


João Ribeiro Lima nasceu em Arapiraca, no dia 15 de julho do ano de 1889. Filho de Manoel Jacinto da Silva e de Antônia Maria do Espírito Santo. Irmão de João Jacinto da Silva, Afrígio Jacinto da Silva e Maria Jacinta da Silva.

Casou-se com Elvira Magalhães, com quem teve cinco filhos. Com o falecimento da esposa, teve o segundo matrimônio com Tereza Umbelina da Silva, do qual nasceram mais cinco filhos.

Sendo um homem trabalhador com visão futurista, foi um dos organizadores na criação no município de Arapiraca, ajudando a criar as primeiras leis municipais. Foi escolhido para ser o primeiro tabelião do município, quando criou o primeiro Cartório do primeiro Ofício em 30 de outubro de 1924, na ocasião da Emancipação Política do Município.

Participou do cenário político municipal. Foi eleito prefeito por duas vezes, de 1928 a 1930 e de 1945 a 1947. Por seus ideais sempre voltados para o progresso de Arapiraca, acima de tudo, do bem-comum. Dotado de uma ampla visão, objetivando sempre o crescimento e desenvolvimento do município. Apesar de ter tido uma trajetória política conturbada, foi brilhante no seu desempenho.

Exercendo a função de tabelião, trabalhou no Cartório até sua aposentadoria, quando seu lugar passou a ser ocupado por sua esposa, Tereza, que também dirigiu os trabalhos até a aposentadoria. Desta vez, foi sua filha Cyra Ribeiro que assumiu a função, administrando com competência o cartório, pois desde criança acompanhava o trabalho de seus pais. Até hoje continua liderando os trabalhos do conhecido Cartório do primeiro Ofício, situado no mesmo local Rua Lúcio Roberto no centro da cidade.

Em 28 de janeiro de 1933, o Cartório passou a ser de Registro Imobiliário de Arapiraca.

Entre as obras realizadas em sua gestão, transferiu o cemitério do Centro, onde hoje está construída a Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho, para o atual local, o Cemitério Pio XII.; abriu as ruas Dr. Domingos Correia, Dr. Pedro Correia, Monsenhor Macedo e a Rua Estudante José de Oliveira Leite, na época Expedicionários Brasileiros, cuja mudança de nome foi solicitada após a morte de um estudante do Colégio Bom Conselho nas praias de Maceió por afogamento, por colegas e amigos, como uma homenagem. João Ribeiro aceitou trocar o nome, mesmo contrariado, pois o nome “Expedicionários Brasileiros” para a rua central lhe trazia grande satisfação. Desta maneira, ocorreu a mudança do nome Expedicionários Brasileiros para Estudante José de Oliveira Leite. Expedicionários Brasileiros passou a ser o nome da rua do Cemitério Pio XII.

Aos 70 anos, morre o João Ribeiro Lima, deixando assim seu nome gravado nas páginas da História do Município de Arapiraca.

Round Quantum

Encontrei esse artigo no meu arquivo antigo. Espero que seja útil para quem busca melhorar sua organização pessoal. É baseada em Pomodoro.


Chamamos de quantum uma unidade de tempo de cerca de 1 hora (com margem de 15 minutos para mais ou para menos). Para utilizar esta forma de organização, você precisará de um cronômetro (pode ser de relógio, um cronômetro de cozinha ou um software), além de duas listas de tarefas que precisará manter (mantenha da forma que for mais eficiente para você).

A primeira delas é a lista Hard, que tem as tarefas que realmente tem deadline e precisam ser concluídas em pouco tempo. As tarefas desta lista devem ser pontuais (cada tarefa por ser executada apenas uma vez. Ao ser executada, será removida da lista) e devem estar dispostas em ordem de prioridade: a mais urgente primeiro.

A segunda lista é a Soft, com tarefas importantes mas não urgentes, que tem flexibilidade no prazo de execução. Estas podem ser tarefas recorrentes (por exemplo “publicar artigo no blog”) ou não, e não precisam estar em ordem de prioridade. Recomendo que esta lista tenha no máximo 12 itens.

Comece o dia com 15 minutos dedicados a leitura de e-mail e notícias (ou entretenimento). Se não der para ver tudo, não se preocupe, ao fim de cada tarefa você terá mais 15 minutos.

A primeira tarefa do seu dia deverá ser uma tarefa da lista Hard. Pegue a primeira tarefa da lista, marque o cronômetro para trinta minutos e a execute. Ao término dos 30 minutos, você poderá estender o tempo para no máximo 30 minutos (e só uma vez). Após o tempo gasto na tarefa, pare. Se a tarefa foi concluída, risque da lista. Se não foi, verifique sua prioridade. Caso tenha adiantado bastante seu desenvolvimento e seja possível fazer isso, troque-a de lugar com outra da lista Hard (provavelmente você trocará de lugar com a segunda ou com a terceira).

Agora você pode empregar 15 minutos em contato com o mundo: ler notícias, ler e-mails, ver algum vídeo... De preferência, algo que seja prazeroso e que não explore as capacidades que já são exploradas pelas tarefas. Por exemplo, se você está trabalhando sempre escrevendo, gaste os 15 minutos em algo que não exija escrita de nada.

Para a próxima tarefa, verifique se há urgência na Hard List. Como você já concluiu (espera-se) alguma tarefa dessa lista, pode ser que haja margem para alguma tarefa da Soft List. Se você dispõe de muitos quantuns por dia para gastar nas tarefas, pode pensar em trabalhar de modo alternado: 1 quantum hard, um quantum soft, um quantum hard, um quantum soft... Se o próximo quantum será hard, repita o procedimento acima, como se fosse iniciar a primeira tarefa do dia.

Para o Quantum Soft, sorteie uma das tarefas da Soft List. Se você tem 12 tarefas, pode utilizar um dado de 12 lados (o mesmo para 4, 6, 8, 10, 20 ou 100 tarefas, para as quais existem dados). Para 13, você pode utilizar um baralho comum. É interessante que o último número do seu sorteio não seja uma tarefa, mas uma opção tipo “Hard List”, de modo que a Hard List tenha sempre uma chance de ser atendida novamente. Se não quiser usar dados, você pode usar softwares como o rolldice (GNU/Linux) e o Lancelot (Firefox OS) ou um site como o Random.org.

Com a tarefa sorteada, empregue 30 minutos em seu desenvolvimento. Da mesma forma que acontece com a Hard List, após esses 30 minutos você pode prolongar seu tempo (apenas uma vez) para mais 30 minutos. Se a tarefa for concluída e ela não era uma tarefa recorrente, então risque-a da Soft List. Se ela foi deixada pela metade, reavalie seu grau de importância. Pode ser interessante promovê-la à Hard List.

Por fim, mais 15 minutos a serem dedicados a outro tipo de atividade (informação ou diversão).

Reserve 15 minutos ao final do dia ou período para atividades de fechamento: registro do que foi feito em um diário de bordo, revisão das tarefas para o dia/período seguinte, etc.

Tarefas – especialmente da lista Soft – podem agrupar subtarefas. Se o número de subtarefas crescer muito, coloque-o em uma nova lista.

Para organizar as listas, você pode utilizar um arquivo de texto da sua ferramenta de escritório favorita; um caderno; arquivos de texto plano em uma pasta própria; ou um sistema de wiki pessoal. O bom deste último é que torna fácil o uso de listas adicionais, de modo a tornar as tarefas da lista Soft em meta-tarefas ou agrupamentos de tarefas.

-- Cárlisson Galdino

Imagem do Post: Clear glass with red sand grainer.

Inauguração da Ufal Arapiraca

Arrumando papéis antigos, encontrei este convite para a inauguração do Campus Arapiraca da Ufal. Achei que seria interessante compartilhar, já que se trata de um evento de certa importância na História da cidade. Foi em 2006, há mais de 10 anos já.

Principalmente neste cenário em que não sabemos o quanto vai durar como universidade pública...

Special: 

A Décima Arte

Sete é o número mágico das listagens clássicas. São os sete mares, as sete maravilhas do mundo... A arte mais famosa é por sua posição na lista de artes é o Cinema, que praticamente todos sabem ser a sétima. Mas há outras artes além dessas sete iniciais.

Preparei uns slides ano passado para apresentar na Academia Arapiraquense de Letras e Artes a Décima Arte, no intuito de informar algo que, se a turma mais nova muitas vezes desconhece, imagina um grupo que é composto majoritariamente por membros mais vividos.

A tal lista de artes apareceu no Manifesto das Sete Artes, de Ricciotto Canudo, de 1923. Com o tempo, foram acrescentadas outras artes e hoje são 11. São elas:

  1. Música (som)
  2. Artes cênicas (movimento)
  3. Pintura (cor)
  4. Escultura (volume)
  5. Arquitetura (espaço)
  6. Literatura (palavra)
  7. Cinema (fusão das anteriores)
  8. Fotografia (imagem)
  9. História em quadrinhos (fusão de cor, palavra e imagem)
  10. Vídeogames (interação)
  11. Arte Digital (artes gráficas 2D, 3D e via programação)

É isso: a décima arte são os videogamse. "Mas videogame não é arte, é comércio!" Será? Cinema não seria comércio também? E a literatura de best-sellers? Pois é, gosto desta lista e acredito que tenha sentido, mas assim como o reconhecimento de uma determinada música como arte depende de vários fatores objetivos e subjetivos, o mesmo deve valer para videogame. O fato de estar nesta lista não significa que toda produção desse tipo vai ter valor artístico e cultural. O ruim é que esse valor é muito difícil de mensurar, especialmente sobre a produção do tempo em que vivemos.

Quem classificaria Pac-Man como arte na época do seu auge? Pois é, ele hoje está lá no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Special: 

Ataque dos Emoticons

No reino das palavras, uma angústia despertou
O chão estremecia quando longe lá se viu
Monstrengos caricatos, despertos de seu torpor
Marchando pelas terras, armados, de olhar febril

E o povo da cidade, desespero, medo e dor
O Fórum da Retórica sozinho já caiu
Toda a população busca um porto salvador
Na Casa dos Gramáticos ela se reuniu

A horda finalmente se espalhou pela cidade
Quebrando chão e muros como fossem de isopor
As palavras das ruas não tiveram piedade
Quebradas, destruídas por espadas de kendô

Olhando assim de perto para os monstros, na verdade
São formados de letras como todos ao redor
De letras e sinais de pontuação, de igualdade
Mas impronunciáveis, como monstros de terror

Na Casa dos Gramáticos, os muros por um fio
Lá fora ninguém sabe se ainda existe uma cidade
Pra ouvir o grande sábio, o povo se reuniu
Ele então fala com tristeza e solenidade

"Nós todos temos medo, nosso futuro é sombrio
Lá fora não há monstros, só crias da Liberdade
Que vêm pra mudar tudo o que até hoje existiu
Pra nos substituir, numa nova sociedade"

-- Cárlisson Galdino

Vampiro no Poder

Ai meu Deus
Um vampiro está no poder
Ele quer arrancar nosso sangue
Ele quer nos deixar na pior
E eu não posso deixar essa gangue
fazer o que quer nos pisando sem dó


Nessa conversa de crise
Já congelaram a saúde e educação
Mas sobrou muito dinheiro pra propaganda
E pros lanchinhos dessa gangue no avião

[refrão]

[O] Ministro da Lava Jato
Perto da homologação
Morreu num acidente aéreo
Que ninguém sabe direito se foi acidente ou não

[refrão]

Com uma pá de reformas
Quem vai pagar o pato é a população
Vão acabar com a Aposentadoria
E rasgar a Lei Áurea pra voltar a Escravidão

[refrão]

O vampiro não tá só
Tem uma gangue para lhe dar proteção
São empresários, políticos e os donos
De jornais, revistas e canais de televisão
 

-- Cárlisson Galdino

Special: 

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