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MC Marechal

"Rodrigo Vieira (Niterói, 22/09/1981), mais conhecido pelo nome artístico MC Marechal é um rapper, compositor, produtor, apresentador e ativista brasileiro." É assim que o artigo MC Marechal na Wikipédia começa.

Adepto da ideologia "Um só caminho" (que traz inclusive tatuado no braço), desenvolve projetos sociais interessantes, como a Batalha de Conhecimento e o Projeto Livrar.

Como rapper, participou do trabalho de vários rappers e tem suas próprias músicas (sem album lançado ainda, apesar de estar na estrada há vários anos), sempre trazendo versos pra pensar e cantados com muita energia. Sem contar os floods gigantescos. Alguns versos bacanas do Marechal:

Sem querer ser o melhor, longe dos papo de vaidade
Quer ser o melhor vai ser o melhor pra tua comunidade

Tapa na cara de quem segue só pelo ego.

Independente! Demora pra lançar, pra fazer
Demora pra tu perceber que tamo junto é só você.

E pra terminar, ouve É a Guerra Neguin:

Na calada, somos rato, rap é o eco dos bueiros
Geração nos ouviram e os que não podiam ter rádio, leram
Os que não sabem ler me viram, distinguiram o coração
Mensagem clara de que a tropa precisa ta em formação
Precisa da informação, mais precisa pra que no fim
Possa provar que as bala vindo não estão tão perdidas assim

Quando depois vem?

Quando depois vem?
Um dia calmo, um dia a mais
Um dia assim sem pressa, sem sentido
E sem previsão, como mágica

A espera de alguém, sem saber
Quem, a esperança de tudo
Fazer sentido ou perder de vez

E o dia... Que era calmo...
Se tornou... Uma valsa, um castelo, um amor
Que era claro... Se tornou...
Uma história a mais

Um vínculo tão forte contra
A correnteza, contra tudo
Que nos certa. E daí se há jogo da seleção

E o tempo foi passando
Em volta, devorando tudo
E hoje olho pra trás: o que restou?

Um dia... Que era claro...
Se tornou... Um retrato, a distância e a cor
Do passado... Perguntou...
"Quem ficou para trás afinal?"

Um sonho pra viver a dois
Como aconteceu?
Distante, muito além
Deixamos tudo pra depois
E então amanheceu
Quando é que "depois" vem?

-- Cárlisson Galdino

Autossabotagem

Hoje estou feliz
Os ventos do destino
Resolveram desmanchar
Meus planos... de autossabotagem!

Andando pelas ruas
Fazendo o que não se faz
Correndo entre os carros
Tendo idéias banais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo em volta se desfaz
Pra despencar no abismo basta um passo

Esqueci a senha
Nem lembro quanto tempo faz
Quem está no controle?
Já não importa mais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo fica para trás
Às vezes pra ruína basta um fracasso!


O sonho assusta menos que a realidade

Special: 

Alvorada

O Sol nasce para todos, quase todo mundo fala
Mas nem todos podem ver: ele não nasce por nascer

Um novo dia, pé no chão, mesma euforia
De quem fica a tarde inteira vendo televisão
E vendo o dia se acabar pela janela
Que não mostra tempo, só cultura vã, ilusão

E chega a noite e vem a hora da novela
De gente mais importante do que os do seu lar
No dia a dia assim caminha pela noite
E é a TV que diz a hora de dormir e acordar

E num blackout tudo é caos e ninguém sabe
O que fazer até a luz voltar
Nem isso basta pra quebrar o feitiço da TV
E de repente te reprogramar

Antigamente a vida era bem mais simples
E as pessoas aprendiam mais
Mas quem vê o Sol e não lê seu chamado
É bem digno mesmo de ficar pra trás

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Que Heróis?

Enquanto muitos tentam remar contra a maré
A maré vai levando o mundo embora
E nesse desespero, o mais estranho é
Quem tem remo tá nem aí agora

Enquanto a violência e o tráfico estão
Quebrando toda a nossa sociedade
Quem tá em Brasília e tem poder de decisão
Ganha seu Lobby pra que não acabe

Onde estão nossos heróis?
Os vilões estão aí!
Há desastres e crimes por impedir!
Onde estão nossos talentos?
Nos levando pro futuro?
Ou foram contratados contra nós?

A história é sempre a mesma sempre que acontece
Alguma catástrofe natural
Enquanto alguns se matam tentando estender a mão
Outros só pensam em aumentar o capital

-- Cárlisson Galdino

Diana

Aquele Sol, aquela tarde, aquele dia que passou
Em minha volta as lembranças que você deixou
Aqueles lábios que sorriam das bobagens que dizia
Beijados antes que voltassemm pra casa no fim do dia

Nessa vida torta, às vezes não tem volta
Às vezes na saída...
Às vezes nessa vida, um presente bate à porta
E às vezes somos nós

Sei que algo te aflige mas você não quer dizer
Desde aquele dia os meus pensamentos são por você
Nas paredes tão normais, nos olhos que se mexiam (e não deviam)
Enquanto as coisas ao nosso redor se repetiam

Nessa vida torta, às vezes não tem volta
Às vezes na saída...
Às vezes nessa vida, um presente bate à porta
E às vezes somos nós

Nessa vida torta, às vezes não tem volta
Às vezes faz sentido
Às vezes faz calor, às vezes se duvida
Vem ser meu amor!

-- Cárlisson Galdino

Engenho: 
Special: 

Tributo ao Asa

Nosso time não tem defesa
É fortaleza a nossa zaga
Não temos só artilheiro
Nosso ataque é força armada

Salve, ó grande
Alvinegro, o nosso reinado
Resplandecente
Do céu nublado
Querido abençoado
Pelo Sol poente

Quando vem pela frente um jogo
Já se sabe o que esperar
Nosso time tem a força
Tem destreza pra ganhar

O nosso meio-campo é firme
Atalho mais que certeiro
Envaidece sua torcida
O nosso time altaneiro

No Coaracy da Mata
Não há quem não se espante
Diante da nossa torcida
A gritar "ASA Gigante"

Sportiva Arapiraquense
Sua sina é voar, voar
Tem valor reconhecido
No Trapichão e onde passar

Mesmo se o céu azul se abre
E o ASA uma vez vai à lona
Ainda que no sufoco
A torcida não o abandona

Se ergue no amor à camisa
No pulso do brilho lunar
Ó, ASA tão adorado
Os altos são seu lugar