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Cordel Pokémon

Cordel Pokemon

No mundo dos videogames
Mimimi é bem normal
Pessoas com preconceitos
Sem conhecer a real
Pegam um jogo qualquer
Sem jogar uma vez sequer
Se apressam em falar mal

Há quem fale mal de esporte
Quem não curta RPG
Ou dos jogos “infantis”
Ou de jogos pra PC
Pois esse campo é de jeito
Que um besta preconceito
É fácil de aparecer

Hoje vou falar de um jogo
Na verdade, uma franquia
Segunda maior do mundo
Desde sempre, quem diria
Só o Mario está na frente
Mas nem é tão diferente
É a Nintendo quem cria!

Nossa história então começa
No ano de 96
O Gameboy ia mal
Ia afundar de vez
A Nintendo a ter chilique
Veio uma tal Game Freak
E uma solução se fez

Ninguém conhecia o jogo
Mas a empresa tinha o dom
Vendeu pouco no início
Quem comprou viu que era bom
E rápido divulgou
Pouco a pouco se espalhou
Era a febre Pokémon

No universo desse jogo
Há um mundo sossegado
Como um Japão bem antigo
Só com vila e povoado
Pouca gente ali vivia
Mas com tecnologia
Não era tão atrasado

Nele existem criaturas
Como um reino animal
Mas é difícil dizer
O que eles são afinal
Há quem pareça inseto
Planta, gente, objeto
Nesse mundo é natural

São chamados pokémon
São os monstrinhos de bolso
Eles são parte do mundo
Sei que é estranho, seu moço
Mas nesse mundo especial
São a peça principal
Causam maior alvoroço

Não se pode andar sozinho
Longe de cada cidade
Sem proteção de um bichinho
Com quem se tenha amizade
Pois sempre, a qualquer momento
Surge um pokémon sedento
Por briga só por maldade

Os pokémon fazem mal
Mas porque são animais
Não sabem certo ou errado
E os humanos vão atrás
De um deles capturar
Se proteger e ensinar
É o que um treinador faz

Treinadores são pessoas
Com pokémon mundo afora
E pra levá-los pros cantos
Não ia prestar sacola
Criaram então certo dia
Sagaz tecnologia
A famosa pokébola

Como uma bola pequena
Capaz de um bicho conter
A pokébola é incrível
Só mesmo vendo pra crer
O pokémon fica preso
Seja veloz ou de peso,
Tamanho ou muito poder

Assim segue pelo mundo
Cada jovem treinador
Os pokémon vão caçando
Co'ar de colecionador
Mas só podem levar seis
Os outros vão de uma vez
Parar num computador

Além de treinar os monstros
Para melhor proteção
Treinadores colecionam
De pouco em pouco, um montão
Como se eles fossem selos
Andando com os mais maneiros
Para cumprir sua missão

Que é enfrentar mais treinadores
Em uma competição
E nos ginásios encontram
Os melhores da nação
Tem que vencer as batalhas
Juntar todas as medalhas
Pra se tornar campeão

Nos jogos de Pokémon
Existem tantos monstrinhos
Que não se acabam mais
Se quiser contar todinhos
E nos jogos só aumenta!
Já eram cento e cinquenta
Já no primeiro, sozinho

Quem acompanha a franquia
Precisa ficar atento
Se quiser conhecer todos
Ô trabalho desgracento
Pois já aumentou a quantia
Eles já são hoje em dia
Passando de setecentos!

Cada um com seu estilo
Seu tipo e comportamento
Seus golpes por aprender
E o seu próprio som fazendo
Quem cria essas criaturas
Acho que beira a loucura
Sempre em certo momento!

Mas de todos esses bichos
Diminuem a seleção
Se lembrarmos que alguns
Deles um mesmo é que são
Pois tem formas diferentes
De uma a três geralmente
Mudando na evolução

Larva vira um casulo
E depois uma borboleta
Assim é com pokémon
Que habitam nesse planeta
Mudam a forma na jornada
E nem sempre a avançada
É de todos predileta

Chegando devagarinho
Sem nenhuma pretensão
Os pokémon se tornaram
Uma grande sensação
Se espalhando bem ligeiro
Do nosso mundão inteiro
Chamaram a atenção

Muita coisa apareceu
Além do jogo falado
Apareceram brinquedos
Boneco pra todo lado
Baralhos, jogos diversos
Além do grande sucesso
Que era o desenho animado

O desenho era infantil
Com um traço oriental
A história era bem simples
Luta, humor e coisa e tal
Mas carisma não faltava
Na turma que aventurava
O sucesso foi total

Assim ficou popular
Virando celebridade
Aquele rato amarelo
Que tem eletricidade
Pikachu, que se revolta
Sem querer a pokébola
Segue Ash pela cidade

Até aqui no Brasil
Ele veio aprontar
O desenho animado
Se tornou tão popular
O sucesso foi tão bom
Que se via pokemón
Vindo até no Guaraná

Os jogos para portáteis
- A primeira criação -
Da Nintendo sempre foram
Importantes e ainda são
Mas a turma tem empenho
Há muito mais que desenho
Pra ver na televisão

Há revistas em quadrinhos
Conhecidas por mangá
Tem jogo só de batalha,
De masmorras a explorar
Adesivos, tatuagens
E cartas colecionáveis
Para a Nintendo enricar

E foi que recentemente
Veio um novo produto
Feito para celulares
Em um projeto astuto
Assim qual quem não quer nada
Com realidade aumentada
Chegou dominando tudo

Essa grande novidade
É o tal Pokemon Go
Pra jogar no celular
E virar um treinador
Mas toda essa maravilha
Esconde uma armadilha
Que pouca gente notou

Pra jogar Pokemon Go
E cumprir suas missões
Você dá todo o acesso
A suas configurações
Permitindo espionagem
(Olha só que sacanagem!)
Completa, sem restrições

A câmera tira fotos
Quando você está jogando
GPS dá o lugar
E tudo vai se juntando
Pra juntar informação
Dessa grande multidão
Alheia ao que está passando

Mas não foi a Game Freak
Que teve essa obra feita
Nem foi a própria Nintendo
Mas uma empresa suspeita
Niantic, de ex-funcionário
Do Google, império lendário
Agora você diz: “Eita!?”

O Google já mapeou
Ruas de nações, estados
Quem joga Pokémon Go
É espião infiltrado
Sem querer e sem notar
Ajudando a mapear
Dentro de prédios privados

Pokémon é muito bom!
Tem carisma, tem história
Mas o jogo que chegou
É um perigo, não rola
Cuidado pra não virar
Um zumbi de celular
Cabeça de poké-bola

-- Cárlisson Galdino

P. S.: publicado em audio no Politicast /Arte/

Gênero: 

A Décima Arte

Sete é o número mágico das listagens clássicas. São os sete mares, as sete maravilhas do mundo... A arte mais famosa é por sua posição na lista de artes é o Cinema, que praticamente todos sabem ser a sétima. Mas há outras artes além dessas sete iniciais.

Preparei uns slides ano passado para apresentar na Academia Arapiraquense de Letras e Artes a Décima Arte, no intuito de informar algo que, se a turma mais nova muitas vezes desconhece, imagina um grupo que é composto majoritariamente por membros mais vividos.

A tal lista de artes apareceu no Manifesto das Sete Artes, de Ricciotto Canudo, de 1923. Com o tempo, foram acrescentadas outras artes e hoje são 11. São elas:

  1. Música (som)
  2. Artes cênicas (movimento)
  3. Pintura (cor)
  4. Escultura (volume)
  5. Arquitetura (espaço)
  6. Literatura (palavra)
  7. Cinema (fusão das anteriores)
  8. Fotografia (imagem)
  9. História em quadrinhos (fusão de cor, palavra e imagem)
  10. Vídeogames (interação)
  11. Arte Digital (artes gráficas 2D, 3D e via programação)

É isso: a décima arte são os videogamse. "Mas videogame não é arte, é comércio!" Será? Cinema não seria comércio também? E a literatura de best-sellers? Pois é, gosto desta lista e acredito que tenha sentido, mas assim como o reconhecimento de uma determinada música como arte depende de vários fatores objetivos e subjetivos, o mesmo deve valer para videogame. O fato de estar nesta lista não significa que toda produção desse tipo vai ter valor artístico e cultural. O ruim é que esse valor é muito difícil de mensurar, especialmente sobre a produção do tempo em que vivemos.

Quem classificaria Pac-Man como arte na época do seu auge? Pois é, ele hoje está lá no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Special: 

Splitplay

Splitplay

Quem acompanha o mundo dos jogos eletrônicos sabe como os jogos independentes cresceram nos últimos anos. A produção de jogos indepentes continua em alta por todo canto, inclusive no Brasil.

Mas há um problema recorrente por aqui: a dificuldade de expor e comercializar jogos independentes brasileiros. Para resolver esse problema, uma turma criou o Splitplay, que ainda não está funcionando, mas promete muito. Fiquem de olho!

Soube deles através do Game Blast.

Special: 

Academy of Champions (Wii)

Academy of Champions

Não gosto de jogos de futebol. Pode parecer estranho, mas não gosto de jogos de futebol nem no sentido esportivo nem no sentido eletrônico. Não quero dizer que eu não entendo das regras, só que não gosto. Não quero também fazer crítica nem ao esporte, tão popular no Brasil, nem aos jogos eletrônicos, que tem seu público fiel.

Bem, mas terminei comprando dois jogos de futebol para Wii (estavam a preço bastante convidativo). Um deles foi o Pro Evolution Soccer 2009 (que comecei o tutorial e abandonei, fazer o quê?) e o Academy of Champions. Este sim, pra mim, valeu a compra.

O jogo tem um estilo cartunesco e tem um quê de fantasia em tudo. Você é uma criança que sonha em se tornar grande no Futebol. Vai para uma academia especial, dirigida por Pelé e Mia Hamm (essa eu não conheço, mas dizem que é famosa :-P). Lá tem que cumprir etapas de treinamento, desafios, procurar jogadores para montar um bom time, comprar equipamentos... E vencer jogos importantes! A evolução dos personagens é um ponto bacana. Outro ainda mais legal são os especiais.

Eu lembro que havia um jogo de futebol para Super Nintendo onde se jogava com a turma do Megaman. Eles tinham chutes especiais, com poder. É tipo o robô de gelo ter um chute que congela em quem a bola bate. Pois bem, o Academy of Champions tem também esse lance de especial. E é bem divertido.

Os times são formados por cinco jogadores, incluindo o goleiro. Não há juiz, nem lateral ou escanteio: a bola está em campo o tempo todo. Os personagens são bem diferenciados, e há mistura de sexo. Você vai encontrar a meio-campista baixinha e gasguita, o goleiro brutamontes, o defensor magrela e altão... E há acessórios. Dá pra jogar com bandana, chapéu mexicano e até um chapéu do Rayman.

Bem, mas vamos voltar às atividades. O roteiro é dividido em trimestres. Cada trimestre é composto por quatro semanas (?), de cinco dias cada (??). Cada dia pode ter de uma a três atividades que precisam ser executadas. Boa parte das vezes podemos esconher entre duas ou três opções de atividade. A cada cinco dias nos deparamos com um jogo que não podemos perder. Se perdermos, a semana é zerada e voltamos ao seu começo. Por exemplo, se perder o desafio do 15º dia, você volta para o 11º.

Pra finalizar, achei o jogo muito criativo e divertido, apesar dos altos tempos de loading. Nem disse, mas a Ubisoft ainda preparou uma surpresa, colocando alguns personagens de jogos consagrados dela dentro desse jogo de futebol (por exemplo, o Altair, de Assassin's Creed).

Special: 

Naruto Shippuden Clash bla-bla-bla III (Wii)

Mais um jogo de luta envolvendo personagens de anime. Este pode ser um começo da definição da franquia Naruto Shippuden: Clash of Ninja. Sério, por que jogos de anime tem que enveredar tantas vezes para jogos de luta?

Eu não tinha ainda nenhum jogo de luta para Wii quando adquiri o terceiro dessa franquia via eStarland. Joguei um pouco, achei interessante e deixei na gaveta. Tempos depois voltei a ele para analisá-lo melhor.

O jogo tem um gráfico estilo "anime em 3D", que é relativamente agradável. As lutas são bem dinâmicas e a motivação para continuar jogando está nas recompensas em "dinheiro virtual", utilizado para desbloquear personagens e coisas do tipo.

A mecânica do jogo é bastante eficiente, inspirada na simplificação que o Super Smash Bros. trouxe ao mundo dos games de luta. Temos comandos simples para certas ações. Uma das diferenças está no timing, que em certos momentos determina também o tipo de ação que o personagem vai tomar. Outra coisa bacana que os dois jogos têm em comum é a flexibilidade no uso do controle: o Naruto Shippuden: Clash of Ninja Revolution III também pode ser jogado com o remote sozinho, remote + nunchuk, classic e joystick de Game Cube. Também permite até 4 jogadores. Apesar disso, os dois jogos são muito distintos, especialmente na dificuldade, estilo, mecânica, etc.

Não sei como vão os jogos de luta hoje, mas lembro do tempo em que algumas lutas começaram a ser em 3D. A mecânica era: você vê os jogadores lateralmente, mas quando um golpe é dado contra você, você pode dar um passinho de lado, girando o cenário e se esquivando do golpe. Apesar das críticas que existiam quanto a isso (não sei hoje), a mecânica funciona até bem. Claro que além de se esquivar desse jeito, você pode bloquear ou usar o jutso da substituição (o que tem a ver com o timing de que falei).

O modo história é interessante e traz um desafio a mais ao colocar objetivos distintos em cada luta, como lutas em que você terá que dar o golpe final usando um super especial. As lutas são intercaladas com narrativas de uma aventura que envolve um resgate a Gaara.

Outro ponto forte do jogo é jogar com ninjas de marionetes. Em especial, a Chiyo, que controla duas. A dinâmica da luta muda quando jogamos com ela. É meio louco, mas divertido.

Enfim, é um jogo que vale a pena (especialmente se você gosta de Naruto ou tem carência de jogos de luta na sua biblioteca do Wii) e está por menos de US$ 13 na eStarland!

Special: 

Super Smash Bros Brawl

Existem jogos que revolucionam, que criam tendência. A Nintendo é fera nisso. Se você analisar bem, mesmo o Nintendo 64 não tendo sido o sucesso que poderia (a velha história dos Cartuchos X CDs, da entrada da Sony, etc), ele deixou um legado que não tem preço. Um exemplo é a mecânica de aventura tridimensional de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Outro é Super Smash Bros.

A ideia foi bem infantil: vamos juntar os personagens da Nintendo - de diversos jogos - em um só jogo de pancadaria! Por que infantil? Porque uma criança normal não se importa que o Mario, o Ben 10, o Batman e Bob Esponja não existam em um mesmo mundo. Se ela tem bonequinho dos quatro, ela brinca de boa com os quatro numa história só! Então no Super Smash Bros temos personagens tão distantes quanto Mario, Pikachu e Link, lutando em cenários dos vários jogos de seus próprios mundos.

Como algo infantil, o jogo teria que trazer uma mecânica bacana, se levando menos a sério do que os jogos de luta habituais. Tinha que ser divertido. Então vamos rever os golpes. Pra que aquelas combinações malucas de girar o direcional até a morte e apertar vários botões? De que controles um jogo de luta precisa? Resposta: movimento, pulo, agachar, agarrar, defesa, golpe simples e golpe especial. Só. Em Super Smash Bros, há dois botões de golpes: um para golpe simples outro para especial. Se o botão é apertado quando o personagem está no ar ou em combinação com alguma direção (direcional para baixo, para frente ou para cima), um novo golpe aparece. Todos os personagens funcionam assim, mudando apenas os golpes (principalmente os especiais). Isso simplifica muito as coisas.

Uma das coisas mais divertidas em jogos como Mario são as famosas Power-ups, os itens. Então por que não botá-los no jogo também? Feito! Você encontra desde cogumelos até pistolas laser e sabres de luz, além da temível marreta (aquela que o Mario usava no Donkey Kong, lembra?). Ah, e tem o globo com o símbolo do jogo, a smash ball, que quando é quebrado libera um super-especial.

Não é divertido o bastante? Ah, então vamos colocar quatro lutadores de uma vez na tela, na maior pancadaria! Bagunçado e divertido! Ah, mas quando a gente perder vai ter que esperar a luta acabar pra jogar de novo... Não! A contagem não é feita com uma barra de vida como nos jogos de luta tradicionais, mas com uma porcentagem que aumenta a cada golpe recebido (é como se fosse a chance de você voar/perder-uma-vida em um único golpe). Quando você perde, você é arremessado para longe do cenário e reaparece no centro. Ganha quem arrancou mais vidas de adversários. Simples e sem filas de espera.

Parece bacana? E se eu disser que esses elementos estavam no primeiro Super Smash Bros, ainda para Nitnendo 64?

O Super Smash Bros Brawl, terceiro jogo da franquia, consegue ser ainda mais incrível. Além do visual excelente (Wii não é full-HD, mas o jogo é muito bonito), há muitos lutadores e muitos troféus e prêmios na forma de músicas de trilha sonora de uma infinidade de jogos. Temos o treinador pokémon, que joga com Bulbasauro, Wartortle e Charizard; temos os lutadores Pikachu e Lucario; temos Fox e Falcon do Starfox; Zelda, Link, Olimar (Pikimin)... Temos o divertidíssimo Mr Game & Watch! E os convidados especiais Snake (Metal Gear Solid) e Sonic! Esqueci algum? Com certeza! A lista de lutadores é enorme.

Tá, mas ainda não acabou! No Brawl, a Nintendo provou que sua mecânica de combates funciona muito bem no estilo Beat 'em up. O modo história do jogo é bem longo e, como todo o restante, divertido pra caramba! Permite dois jogadores nesse modo. A história é intercalada por cutscenes curtas, narrando muito bem a história sem qualquer diálogo! Nenhum texto. Bastam expressões corporais e gestos dos personagens para ficarmos por dentro de todos os acontecimentos e vibrarmos com o enredo feito por Kazushige Nojima, escritor da série Final Fantasy.

É, não preciso dizer que esse jogo é indispensável para quem tem um Wii. Enquanto a Sony mais uma vez copia a Nintendo, com seu All Star Battle Royale, acredito que todos os que jogaram o Super Smash Bros Brawl estão ansiosos para ver o que a empresa do Mario está aprontando para trazer a franquia pro 3DS e o Wii U. Resta aguardar.

O jogo está por 29.50 dólares no eStarland.

Special: 

Bomberman

Bomberman

Bomberman nasceu em 1983, ou seja, é uma das franquias que completa 30 anos este ano. Partindo de uma mecânica simples, com desafios progressivos, Bomberman cresceu e, apesar de não ter havido tantas inovações quanto a série merecia nesses 30 anos, sobreviveu, pelo menos até 2012.

Foram mais de 60 jogos lançados, para os mais variados consoles, sejam de mesa ou portáteis, incluindo PC, Facebook e celular.

Infelizmente ano passado a Hudson (empresa criadora do Bomberman) fechou. Nem tudo está perdido: ela foi fagocitada pela Konami. Será que o Bomberman ainda volta?

Pensando bem, é até incrível que a Hudson tenha vivido tanto, já que Bomberman era aparentemente sua única franquia significativa...

Bom, como a mecânica é simples e divertida, o pessoal adora reimplementar, fazendo seu próprio Bomberman. Olha o que existe de software livre:

Das últimas oficiais, conheci a Bomberman Blast e achei muito boa, apesar de não ter modo história. Mas permite até 8 jogadores (mesmo localmente!) É uma bagunça só, mas é aí que mora a diversão!

Special: 

Blogópolis #37

Illumiroom

Todos sabem como a Sony vai mal das pernas quando o assunto são videogames portáteis. O PSVita vem perdendo para o 3DS desde que nasceu e não há exatamente perspecitvas de melhora (exceto no otimismo da própria Sony). Então veio a notícia de que a NVidia iria lançar um videogame portátil com Android e capaz de rodar jogos do Steam. Imagine: todos os jogadores atuais que tem conta no Steam poderão comprar o portátil e continuar jogando seus jogos sem gastos adicionais (já que a Steam permite instalação em outra máquina)! Aí que a vaca vai mesmo pro brejo...

No mundo dos consoles, temos algumas outras turbulências para a empresa de Kratos. Primeiro, o Wii assustou. Assustou tanto que a Sony resolveu lançar um pirulito azul para evitar perder mercado para a Nintendo. Claro, com o tempo o medo passou e o Wii terminou quase sufocado pelos diversos títulos em alta definição para Playstation 3 e Xbox 360. Mas então veio o Wii U, com seu Game Pad, um controle que inclui uma tela sensível ao toque. De novo, o medo da Sony respondeu rápido: anunciaram que não era tão inovador assim, que o Playstation 3 poderia ser usado em conjunto com o PSVita para atingir o mesmo efeito. Quem eles querem enganar? Qual PSVita vai se integrar? O que é caro pra caramba e vende quase nada? Não bastasse isso, o Wii U tem mais poder gráfico que os consoles concorrentes atuais e, sim, a despeito do que a Sony diz, o Game Pad é inovador, trazendo muitas novas e incríveis possibilidades para os jogadores.

O tempo vai passar e o Wii U vai ganhar mercado. Não deve engolir a Sony, pelo menos não tão rápido, mas... Quem vem ali? Ah, a Steam! A Valve apresentou modelos de console de mesa para a boa Steam. A mesma tentação para os jogadores de PC... E o Android não para por aí. Já, já, chega o Ouya, projeto financiado (com louvor)  socialmente via Kickstarter. E com a promessa de ser totamente Free to Play.

A Sony esperneia, anuncia que o Playstation 4 está mais perto do que todos pensam, vende um prédio de 25 andares e...

Pois é, quem vai esmagar todo mundo na próxima geração não parece ser a Nintendo (mais uma vez) e eu não colocaria minhas fichas na Sony. Apesar de o Wii U ser meu sonho de consumo, o que acredito que vai dominar a próxima geração de games será o próximo Xbox (720?). Por quê? Vamos por partes.

Fato 1: o Kinect foi uma boa ideia. Teve seus defeitos e isso foi bom para eles poderem aperfeiçoar mais o produto. O fato de a base instalada não ser tão expressiva diminui os jogos feitos para ele. Ao que tudo indica, o próximo console da Microsoft virá com o Kinect já de fábrica. Imagine: a tecnologia agora melhorada e sem desculpas para que os fabricantes de jogos não a usem.

Fato 2: eis que surge o Illumiroom! Um projetor que age junto com o Kinect e projeta imagem no ambiente onde você está, aumentando ainda mais a imersão no jogo. Se o Wii U em alguns jogos permite que se jogue sem a TV, só com o Game Pad, o próximo console da Microsoft pode tornar isso possível com o Illumiroom. Como dizem mesmo? A Nintendo cria, a Microsoft melhora...

A próxima geração já chegou (com o Wii U), e logo logo o circo vai pegar fogo! Fiquemos de olho!

Há 3 anos, a turma de Zand andava por corredores montanhosos, se aproximando do fim de Escarlate.

Direto do @carlisson no Identica:

  • Vocês viram o tal Illumiroom? O próximo console da MS vai ser um monstro. Se não bastasse o kinect vir default... http://ur1.ca/chufp
  • Amanhã de manhã termina a enquete. Você já votou na próxima série do Bardo WS? http://ur1.ca/cdiym

Tirinhas, posts e podcasts dos últimos dias

Talco e Show - Como me sinto...
http://www.talcoeshow.com/2013/01/como-me-sinto.html

http://esbocais.com.br/mamu-le-fan/desapego/

http://www.umsabadoqualquer.com/1003-rpg/

http://www.pensadorlouco.com/2013/01/o-zumbi-zombie.html

http://mentirinhas.com.br/audazes-1/

http://capitaobrasil.com.br/capitao-brasil-056/

Star Wars: The Force Unleashed (o jogo)

Star Wars: The Force Unleashed

Star Wars: The Force Unleashed foi lançado em 2008 e traz uma história paralela ao que vemos nas trilogias. Darth Vader recruta secretamente um órfão, filho de um jedi, que se torna o Starkiller. É com ele que você joga.

Quer dizer, existe um prólogo antes de você realmente mergulhar no jogo. No prólogo, você joga com o próprio Darth Vader! Isso por si só já vale o jogo.

O cenário é bacana e a história é muito boa também. Apesar de haver muitas diferenças, o jogo me lembrou um bocado God of War. Talvez pelas peculiaridades gênero: é um jogo de aventura (tipo plataforma 3D), com traços de RPG (ganhamos experiência, que gastamos para desenvolver e aperfeiçoar certas habilidades) e há momentos resolvidos com quick time event (a cena vai acontecendo e parando pra você apertar um botão em pouco tempo ou algo assim).

O jogo foi lançado para um monte de plataformas: iOS, MacOS X, Nintendo DS, Nintendo Wii, PlayStation 2, PlayStation 3, PSP, Xbox 360, Windows e alguns outros mais (os de console podem ser comprados na eStarland). Tive oportunidade de conhecer a versão Wii.

Uma coisa interessante na versão Wii é que foi nesses quick time events que eu descobri que o numchuck também tem um sensor de inclinação relativamente preciso.

Apesar de o cenário não ser tão interativo assim, há muitos elementos espalhados sobre os quais Starkiller pode usar a Força. Ele pode levantar pedras, peças e até inimigos. Habilidades extra incluem uma explosão de choque partindo do personagem, uma onda de choque, choque elétrico e arremesso do sabre de luz.

Enfim, é um jogo que vale a pena. Depois dele, ainda foi lançado - em 2010 - The Force Unleashed II. Esse ainda não tenho, mas já está na minha lista.

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