bala de fuzil

Bala de Fuzil, o Livro

Bala de Fuzil

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Veja a primeira poesia do livro:

 

O Dia da Caça

 

Um estrondo ecoou no céu anil

A selva responde sem dar resposta

Não afirma que é bom, nem que não gosta

Do tiro que tão alto ouviu e viu

 

Mas depois o céu se torna sombrio

As nuvens adquirem negras cores

Os ventos sopram contra os predadores

Só para dores sua arma serviu

 

Mas no fogo se esconde uma alma fraca

Um que de sangue de outros se cobriu

Esse homem agora saca uma faca

 

Em seu peito age um horrível vazio

O tigre da moita, num salto o ataca

Estraçalhando o senhor do fuzil

Bomba Atômica

É num estrondo que enegrece o céuBala de Fuzil
A branca luz no centro da explosão
Pena de morte sem provas ao réu
Pena de morte a toda uma nação

Quando o Célcios fundiu até os carros
Kelvinianos, guerreiros do inferno
Reduziram o corpo humano a barros
E seus palpites do que era eterno

Partículas com seus gritos afonos
Linhas da matéria viva rasgaram
Como se fossem as chamas sem dono

Concretizou-se o que profetizaram
Quando daqueles montes de Carbono
Aquele último elétron retiraram
 

-- Cárlisson Galdino

Special: 

O Senhor do Fuzil

A bala se instalou naqueleBala de Fuzil
Que foi o maior pistoleiro
Vagava pelos arredores
Quando viu a moça na ponte

- Não! Não faça essa besteira!
E correu e lhe tomou a arma
E a arma atirou no rio
E a moça depois em seus braços

Num abraço se conheceram
Casaram-se dias depois
Distantes das armas, os dois

Mas ainda haverá alguém que brinque
Com armas, mas sendo brinquedo
Do etéreo Senhor do Fuzil

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Na Ponte

Leve brisa sobre a TerraBala de Fuzil
Silêncio, vida, vazio
Ela perdeu tudo o que tinha
E o que ela não tinha
Desistiu de procurar

Ela ruma à mesma ponte
À ponte que tem duas armas
Vem trazendo uma terceira
Não há razão pra viver
Se sua vida a desprezou

Ela chora já sem lágrimas
Ergue a arma e a põe no ouvido
Está decidida e não
Desistirá do que quer
Ela não quer mais a vida

Mas o nobre assiste à cena
O nobre ergue seu fuzil
E antes que ela dispare
Chega primeiro ao gatilho
Do infinito emerge um brilho

-- Cárlisson Galdino

Special: 

União

Os céus olha, pasmo com a belezaBala de Fuzil
Do céu, dos astros que a ele dão vida
À guerra que não será vencida
Assiste ele de sua fortaleza

Não crê às vezes ser filho da Terra
Tanto o fascinam astros que giram
Mal sabe que também o admiram
E só por ele seguem co'a guerra

Mas em 'nexplicável sinfonia
Os astros se unem, numa explosão quase
De novos tons-formas se vestia

E à Terra mandaram um raio que
Ao chão apontado e, nesse dia
O espaço o levou pra junto a si

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Imune

Há anos ele fita o céu escuroBala de Fuzil
Há tantos que nem os tem em conta
Há anos, por trás do imaterial muro
Algum fuzil celeste pr'ele aponta

Sempre ele fita os astros de seu quarto
Por muitas horas antes de ir dormir
E jamas, até hoje, esteve farto
De a tão bela paisagem assistir

E quem que poderia julgá-lo errado
Por contemplar o tão belo vazio?
Seria acaso inocente ou culpado?

Dessa vida jamais ele saiu
Se por tantos anos se tem mostrado
Ser ele o homem imune ao fuzil

-- Cárlisson Galdino

Special: 

O Abrigo do Nobre

Com os criados até entardecerBala de Fuzil
Comeu, bebeu, como estando entre amigos
Dias em que não há o que fazer
O fazem jogar até com mendigos

Mas quando é chegada a noite ele os deixa
Passa pelo jardim cheio de plantas
Mesmo com a distância, não se queixa
Pra chegar à sala, as salas são tantas...

Mas finalmente ele chega aonde quer
À sua sala de observação
De onde vê sempre uma estrela qualquer

De onde em paz grita a imensidão
Show que não perde uma noite sequer
De onde contempla a própria solidão

-- Cárlisson Galdino

Special: 

A Última Cartada

Um tanto desapontadaBala de Fuzil
Não importa
Tenta mesmo assim
Conquistá-lo como sempre tentou

Mas embora ela fosse bonita
Por arrogância ou intuição
Por mais que ela tentasse
Ele não lhe dava atenção

Ela deixa o castelo
Acabou
Ela deixa seu sonho

Volta pra casa arrasada
De esperanças mais nada
Era a última cartada

-- Cárlisson Galdino

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Special: 

A Visita

Uma semana depoisBala de Fuzil
Depois daquele cassino
Ela vai bater às portas
Do castelo da montanha

Atendida por criados
Trajando brilhantes fardas
Hoje será diferente
Hoje parece decente

Gastou o que conseguira
Em nome do seu amor
Talvez só um sonho egoísta

Eles a levam pra dentro
E ela não crê no que vê
O nobre joga c'os criados

-- Cárlisson Galdino

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