audio

Linhas Tortas

No que nos falam de sonhos
Era pra ser mais real
Nos obrigam a querer sempre mais
E nos cobram à vista

No que nos falam de Amor
E sentimentos tão puros
Apontando pras prateleiras
Transformam Amor em produtos

As drogas lícitas
As guerras santas
O motor da História
Queimando vidas
Pra chegar nesse estranho lugar
Que eles insistem em chamar de Futuro

Eles se assustam com o crime
Bancando a corrupção
Depois defendem a Pena de Morte
E se dizem cristãos

No que falam de Democracia
De sociedade mais justa
Mas apoiam golpes militares
E idolatram a censura

As drogas lícitas
As guerras santas
Eles destroem a cidade
E reconstroem depois
Tudo por uns trocados a mais
E amanhã sairão nos jornais como heróis

-- Cárlisson Galdino

Gênero: 
Special: 

De Gato e Rato

Não suma no mundo, não vire a esquina
A noite começa se o dia termina
Não tenha essa pressa, não tenha essa pressa, não tenha essa pressa...

Não faça de conta que não me conhece
O que é importante a gente não esquece
Não seja arrogante, não seja arrogante, não seja arrogante!

Não vire sua cara, não se faça de besta
Não lembra de nada da última sexta?
Não seja metida, daqui a dois dias
Já pode ser tarde pra dizer que queria...

Mais!
Esse jogo de perseguição
Não te leva a lugar nenhum
Se insistir em fugir
Em fingir não querer
Paciência!
Eu tenho mais o que fazer

Não ria em deboche se no outro dia
Era outro o motivo pelo qual sorria
Guarda esse sorriso, guarda esse sorriso, guarda esse sorriso

Não esqueça nunca que eu dei uma chance
Você que não quis viver um romance
Que seja feliz, que seja feliz, que seja feliz...

Não quer mesmo nada, pois saia da pista
Se quiser sofrer não me perca de vista
Pedidos e choros, promessas, agrados
Não adiantarão quando já for tarde    de...

Mais!
Esse jogo de perseguição
Não te leva a lugar nenhum
Se insistir em fugir
Em fingir não querer
Paciência!
Eu tenho mais o que fazer

-- Cárlisson Galdino

Gênero: 
Special: 

O Último Falcão em audio

Com vocês a primeira poesia do livro As Asas da Águia, em papel de parede e em audio: O Último Falcão. Música de fundo é do album Leto (Summer), de Risha.

Lá se vai o último falcão
Chega ao chão mais uma pena torta
Depois de tanta perseguição
Vai ao chão como uma folha morta

O céu muda a cor para abraçar
Seu querido filho ora alado
Que somente por poder voar
Já se encontra todo estraçalhado

Foi-se o tempo da inocente dança
Só silêncio sapateia o chão
Trespassado por tão fria lança

Toda a luta por paz foi em vão
Já se foi a última esperança
Lá se foi o último falcão

De onde vem os deuses

Vida existe em todo canto de todo o UniversoLágrima Lunar
O infinito é muito extenso pra não ter ninguém
E onde existe inteligência com certeza tem
Quem sonhe, quem admire olhar pro vazio

Desde os tempos mais remotos isso se seguiu
Sentimentos despejados nesse céu nanquim
Sentimentos que, jogados, não encontram fim
Mas se juntam e criam vidas de tipos diversos

E assim nascem seres cósmicos da imensidão
Imortais e poderosos, de brilho estelar
Dos planetas vão cuidando, pastores astrais

Esses deuses vivem longe dos pobres mortais
Ninguém vê, mas não espanta se você lembrar:
Os do céu não tem costume de andar no chão

-- Cárlisson Galdino

Engenho: 

Quando depois vem?

Quando depois vem?
Um dia calmo, um dia a mais
Um dia assim sem pressa, sem sentido
E sem previsão, como mágica

A espera de alguém, sem saber
Quem, a esperança de tudo
Fazer sentido ou perder de vez

E o dia... Que era calmo...
Se tornou... Uma valsa, um castelo, um amor
Que era claro... Se tornou...
Uma história a mais

Um vínculo tão forte contra
A correnteza, contra tudo
Que nos certa. E daí se há jogo da seleção

E o tempo foi passando
Em volta, devorando tudo
E hoje olho pra trás: o que restou?

Um dia... Que era claro...
Se tornou... Um retrato, a distância e a cor
Do passado... Perguntou...
"Quem ficou para trás afinal?"

Um sonho pra viver a dois
Como aconteceu?
Distante, muito além
Deixamos tudo pra depois
E então amanheceu
Quando é que "depois" vem?

-- Cárlisson Galdino

Autossabotagem

Hoje estou feliz
Os ventos do destino
Resolveram desmanchar
Meus planos... de autossabotagem!

Andando pelas ruas
Fazendo o que não se faz
Correndo entre os carros
Tendo idéias banais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo em volta se desfaz
Pra despencar no abismo basta um passo

Esqueci a senha
Nem lembro quanto tempo faz
Quem está no controle?
Já não importa mais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo fica para trás
Às vezes pra ruína basta um fracasso!


O sonho assusta menos que a realidade

Special: 

O Primeiro Golpe - primeiro conto narrado

De vez em quando eu gravo uma coisinha ou outra em audio e publico por aqui. Já coloquei alguns "rascunhos de música", cordéis... O endereço podcast.bardo.ws reune os posts com audio que publiquei, funcionando como um "podcast um tanto tosco".

Agora estou colocando a primeira narrativa em audio:  O Primeiro Golpe narrado como um audiobook (está mais pra "audiopage" :-P)

E aí? O que acharam? Escutem e opinem!

P. S.: A música de fundo é da banda Epic Soul Factory.

Special: 

Que Heróis?

Enquanto muitos tentam remar contra a maré
A maré vai levando o mundo embora
E nesse desespero, o mais estranho é
Quem tem remo tá nem aí agora

Enquanto a violência e o tráfico estão
Quebrando toda a nossa sociedade
Quem tá em Brasília e tem poder de decisão
Ganha seu Lobby pra que não acabe

Onde estão nossos heróis?
Os vilões estão aí!
Há desastres e crimes por impedir!
Onde estão nossos talentos?
Nos levando pro futuro?
Ou foram contratados contra nós?

A história é sempre a mesma sempre que acontece
Alguma catástrofe natural
Enquanto alguns se matam tentando estender a mão
Outros só pensam em aumentar o capital

-- Cárlisson Galdino

Páginas