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Paraguai: mais um Golpe de Estado na América do Sul

Era uma vez um bispo que queria ser presidente, mas seu país não aceitava um sacerdote de qualquer religião assumindo um cargo desses (se todo mundo tivesse leis assim não teríamos políticos propondo leis ridículas, que privilegiam suas próprias crenças obrigando todos a seguirem-nas). Enão ele pediu ao Papa para deixar de ser bispo e se candidatou. Venceu e só depois o Papa finalmente aceitou seu pedido.

Foi o primeiro bispo na história da Igreja Católica a pedir (e conseguir) o estado laico para entrar na política.

Com campanhas versando sobre reforma agrária e redução da desigualdade social, esse ex-bispo seguiu. Mas ele tinha um vice de outro partido, que não gostava mais do caminho que sua política estava tomando. E tinha um rival que pensava nas próximas eleições e tinha medo. Um que desejava a presidência e temia o carismático "Bispo dos Pobres".

Assim foi que, num certo dia, o bispo recebeu um processo de Impeachment. A razão foi um incidente entre manifestantes e policiais, nos campos, que levou a quase vinte mortes. Um incidente atribuído ao bispo. E assim, cerca de um dia depois, sem ter tempo para uma defesa, ele é deposto do poder e substituído pelo seu vice.

Essa historinha não é uma fábula. Está acontecendo agora. O bispo se chama Fernando Lugo, o vice é Federico Franco. O país, o Paraguai.

É triste ver como a América Latina se torna cada vez mais um ambiente podre politicamente. Em 2009 houve um golpe militar em Honduras, que até hoje não está solucionado. Agora, temos esse novo golpe de estado bem aqui entre nossos vizinhos.

Sobre o Paraguai ainda é muito cedo mas, assim como houve em Honduras, a posição que se está desenhando é de não reconhecimento pela comunidade internacional ao novo poder estabelecido mediante tal atentado à democracia. Só os EUA, "defensores da democracia" (devidamente entre aspas), é que pediram calma aos milhares de manifestantes paraguais que estão nas ruas pedindo que se desfaça essa lambança.

Aqui no Brasil, por outro lado, essa corja aumenta seus próprios salários sucessivas vezes (e em altos montantes a cada vez) ao passo em que corta direito dos funcionários de serviços públicos (estamos com mais de 50 universidades federais em greve). Onde é que isso tudo vai parar?

Está por fora desse Impeachment? Que tal dar uma olhada nessa matéria da Band?

The Legend of Zelda - Skyward Sword

A série The Legend of Zelda havia aparecido no Nintendo Wii no título Twilight Princess. O jogo era uma adaptação de um título anterior para Game Cube (com o mesmo nome). Fora este e os jogos acessíveis via Virtual Console, não havia ainda um Zelda para Wii e o console não poderia terminar sua vida sem um. Assim, no final de 2011, foi lançado um novo Zelda. Este exclusivamente para Wii. O Skyward Sword.

Antes de mais nada é preciso ser dito que Zelda é uma franquia incrível e que sempre influencia muita gente. Muito da mecânica dos jogos de ação atuais, por exemplo, devem ao Ocarina of Time, o primeiro jogo de Zelda para Nintendo 64.

Outra característica interessante é que os jogos da série tendem a se moldar ao console para o qual são lançados, tentdando explorá-lo da melhor forma. Foi assim com o Nintendo 64 e seu 3D e Z-Button; foi assim com os títulos para DS e a interação via tela sensível a toque; e é assim no Wii.

Se o Wii também roda jogos para Game Cube - pode-se questionar - por que relançaram Twilight Princess? A resposta é: o controle. A versão para Wii utiliza o wii motion, o controle sensível a movimentos. A proposta é que o Link reprodusiria os movimentos que fizéssemos jogando. A ideia era boa, mas não foi tão perfeita quanto os fãs gostariam. Nem poderia ter sido, já que ainda não havia o motion plus!

O motion plus corrigiu algumas coisinhas do motion original, aprimorando e muito a fidelidade do sensor.. Com ele é possível ao Wii perceber com mais clareza o movimento que o jogador fez, em que direção. E nisto está uma das grandes diferenças entre esses dois Zeldas: o Skyward Sword usa o motion plus com perfeição.

Eu já havia jogado outros Zeldas antes, mas muito antigamente. E não havia explorado um tão a fundo quanto este mais recente. Por isso, boa parte das minhas impressões sobre o jogo pode nem ser tão relevante assim; podem ser impressões inerentes à série como um todo, mas vamos lá.

A história se passa em uma época antiga, antes mesmo dos outros Zeldas, e por isso traz várias revelações importantes (revelações que, certamente, não farei aqui para não estragar a surpresa). Link mora em Skyloft, uma cidade flutuante. Nesse mundo a superfície é um lugar maldito e perigoso, por isso a Deusa separou seu povo do mundo do chão, criando essa ilha.

Tudo no jogo é incrível e perfeito. O gráfico do jogo não é realista, mas é artístico. É como se você jogasse em um quadro vivo. A trilha sonora prende. Os personagens são carismáticos, com seus problemas (sim, há várias pequenas side-quests que o Link tem que cumprir no decorrer do jogo). E a jogabilidade é muito boa. Em certos momentos é bastante difícil, mas não por ter uma jogabilidade complicada: temos a dificuldade e as ferramentas para superá-las. Como é comum em Zelda, os inimigos têm pontos fracos. Temos que ter estratégia para vencer. Diferente do que é comum no universo Playstation e que acho ridículo: apertar botões para reproduzir a sequência que aparece na tela. Quem já jogou God of War sabe do que estou falando. Como se não bastasse esse tipo de desafio besta, os botões do Playstation são formas geométricas. Não parece teste de Q. I. de macaco? Aqueles de encaixar a pecinha quadrada no buraquinho quadrado? Mas deixa quieto, vamos voltar pro Zelda. A questão é que em Zelda as batalhas são dinâmicas: você é que está no controle.

Ainda sobre jogabilidade, é incrível a variação que temos. Há o modo de movimentação normal, mas logo precisa voar montando um enorme pássaro vermelho: a jogabilidade muda. De repente você consegue um estilingue. E aí o utiliza apontando para a tela para mirar. E por aí vai. É um jogo rico em termos de experiência de jogador.  Mesmo depois de jogar metade do jogo, ele ainda consegue nos surpreender trazendo um novo tipo de missão ou uma jogabilidade nova.

Também é comum nos jogos da série haver um instrumento musical chave na história. É, meus amigos, o Link não é um guerreiro apenas: ele tem uns bons níveis de bardo. Por falar em níveis, aqui temos outra diferença dos jogos da série Zelda para os RPGs conhecidos: o Link não evolui com as lutas, quem evolui é o jogador. Você vai descobrindo jeitos mais eficientes de vencer os desafios. A evolução que ocorre no Link vem com a história, com pontos-chave. Assim, não existe aquilo de ficar buscando combates aleatórios para ganhar XP e passar de nível antes de enfrentar um chefe. Na verdade, esse jogo em particular até acrescenta um motivo para lutar com os monstrinhos que aparecem. Eles às vezes deixam pequenos objetos, que podem ser utilizados no aprimoramento de itens.

Mas eu estava falando do fato de o Link ser bardo. Em Skyward Sword, o instrumento é uma lira que eles chamam de harpa. Muitos fãs criticaram que ela foi subutilizada. Eu sei, historicamente podemos parar em qualquer momento e tocar uma das músicas-magias que aprendemos; e isso não há neste jogo. Neste, a música tocada depende do contexto. E onde nenhuma música é esperada, o Link não toca uma música, só "desliza os dedos na harpa para praticar". Eu em particular não achei isso tão ruim assim. Lembra? Já falei aqui no Bardo WS da música tema deste jogo, numa versão tocada por duas gêmeas harpistas.

Outra grande mudança é a companheira de Link em sua busca pela Zelda. Desta vez, ao invés da fada Navi, quem o acompanha é Fi, um espírito da espada que ele carrega, criado pela própria Deusa para guiá-lo.

The Legend of Zelda - Skyward SwordFalei que o Link mora em Skyloft, não? Mas ele precisa ir à superfície à procura de Zelda. Como há poucos lugares lá aonde o Link vai, o roteiro nos faz visitar mais de uma vez esses cantos. A revisita não é cansativa, como se pode pensar. Pelo contrário. Nas revisitas podemos apreciar mudanças no mundo que achávamos já conhecer. Sejam locais que eram inacessíveis, seja por mudanças de fato acontecendo onde já passamos anteriormente.

Enfim, quando The Legend of Zelda - Skyward Sword foi colocado em pré-venda eu comprei. Antes mesmo de ter o Wii. Posso dizer, com certeza, que comprei o Wii por causa desse jogo. E posso dizer também que é o melhor jogo que já joguei na vida. Talvez minha experiência com jogos não seja tão grande assim e talvez hava algum jogo por aí que desbancaria este no meu gosto pessoal, mas independente de qualquer coisa é um jogo que com certeza recomendo. Especialmente se você, como eu, tem se desanimado com o rumo para onde o mercado de jogos, em geral, tem ido, focando cada vez mais o fotorrealismo e cada vez menos a diversão.

A edição 27 da Revista Nintendo Blast trouxe este jogo como matéria de capa.

Special: 

Técnicas de Acessibilidade, de Jalves Nicácio

Jalves foi um colega de faculdade quando cursei Computação na UFAL. Um amigo de debates mais variados em torno de assuntos ligados a tecnologia (ou não). Lembro bem quando ele trabalhava na biblioteca do SENAI, já depois da UFAL, e que eu muitas vezes visitava para podermos trocar ideias.

Há alguns anos ele fechou uma parceria com a Edufal que resultou em algumas coisas interessantes. Todas girando em torno da Acessibilidade:

  1. A mudança do site da editora, para que se tornasse acessível;
  2. Um livro ensinando a navegar com leitores de tela. Um livro em Braille;
  3. Um manual ensinando como ajudar a criar uma web acessível.

Percebem a grandeza da coisa? Primeiro, preparar o site para ser acessado por deficientes visuais. Depois, um manual voltado para os deficientes visuais ensinando-os a navegar, não apenas no site da editora, obvio. E, para fechar, um manual para desenvolvedores web, de modo a incentivar que se crie uma rede para todos.

Ele cumpriu com a missão e fez os três. Só este ano, porém, eu pude ler o seu livro técnico, que consistia no terceiro estágio desse processo: Técnicas de Acessibilidade - Criando uma web para todos.

O livro traz o básico sobre HTML e acessibilidade e então vai apresentando - com alguns exemplos - conceitos de semântica e pequenas, mas eficientes, ações práticas.

Também deve ser ressaltado que o livro traz uma leitura leve, objetiva e de linguagem simples. Apesar de não se aprofundar muito (nem é o objetivo da obra), é um excelente começo para quem quer entender por que os sites precisam mudar; e quer um guia, um norte com dicas de como começar.

Se quiser lê-lo, mais um ponto bacana: além da versão impressa lançada pela Edufal, o Jalves publicou em seu blog o PDF do livro para download!

Espero que sua carreira como autor de obras técnicas não pare por aqui e que vejamos breve novos manuais do grande Jalves.

TítuloTécnicas de Acessibilidade - Criando uma web para todos
AutorJalves Mendonça Nicácio
EditoraEdufal
GêneroTécnico
Special: 

Lista de Pacotes Indie

Este post é uma tradução livre autorizada do artigo List of Indie Bundle, artigo publicado em fevereiro de 2012 no blog Swift World.


Recentemente encontrei outro tipo de site de pacote indie, então resolvi fazer uma lista curta de alguns dos sites de pacotes melhor estabelecidos. Aqui você encontra uma lista de sites que eu compilei rapidamente para servir de referência (não é uma lista realmente exaustiva e nem se propõe a conter todos os pacotes indie existentes na Internet). Se você souber de mais algum site que ofereça grandes pacotes, sinta-se livre para deixar um comentário ou me contactar que eu atualizarei a lista.

Introdução

Antes de começar com a lista, creio que uma introdução sobre sites de pacotes de jogos seja bastante importante. Tornados populares graças ao Humble Indie Bundle, sites de pacotes indie oferecem conteúdo a preços que são decididos por você, consumidor. Conteudo usualmente inclui uma variedade de jogos para computador independentes, amavelmente ofertados diretamente pelos desenvolvedores. Recentemente, o primeiro pacote para Android OS foi apresentado e logo em seguida vieram músicas independentes e trilhas sonoras oficiais de jogos. Há também vários tipos de conteúdo tais como versões alfa, previews e código-fonte que podem ser comprados. Esses sites usualmente funcionam de modo que você decide o preço que você quer pagar por um pacote qualquer que eles ofereçam. Dependendo de quanto você paga, você pode ou não estar apto a decidir de que forma o valor pago será dividido e dado a várias partes (desenvolvedores, organizações de caridade, dentre outros). Depois de pagar, você recebe um código ou link para download dependendo do conteúdo que estiver sendo ofertado. Usualmente os jogos, se forem baixados diretamente, vem livres de DRM (controles de cópia) e se não um código (de algum portal de jogos como o Steam) servirá para você resgatar os jogos. Feita a explanação, vamos dar uma olhada em alguns sites que você pode frequentar à procura de algunspacotes de jogos indie.

Humble Bundle

Humble Bundle

Um dos sites de pacotes mais antigos e populares, que tornou os pacotes de jogos famosos, o Humble Bundle (Pacote Humilde) oferece conteúdo indie incrível.e na maioria das vezes ainda vem com material bônus. O Humble Bundle permite ao consumidor definir de que maneira o dinheiro é dividido. Há um mínimo que você tem que pagar para propósitos administrativos. Conteúdo bônus é dado usualmente se você cobrir o preço médio pago até aquele momento quando você fez sua compra. A trilha sonora original para os jogos também está disponível para download. O Humble Bundle é um site fantástico para frequentar (ou simplesmente assinar o boletim de novidades por email) se você estiver interessado em algus dos títulos independentes mais interessantes e de maior qualidade.

http://www.humblebundle.com/

Groupees

Groupees é um site que começou cerca de 14 meses atrás, oferecendo tanto músicas quanto jogos em seus pacotes. Só agora, porém (na época em que o artigo original foi publicado), o pacote "Be Mine Indie Game Bundle" se colocou no radar do público mainstream, e no meu. Não é surpresa que este pacote ofereça alguns dos jogos indie mais espetaculares como o Xotic e Sideway New York. O site lhe permite pagar qualquer quantia (com o mínimo de um dólar) e porcentagens diferentes (varia de acordo com o pacote) vão para diferentes organizações de caridade. Por exemplo, o pacote "Be Mine" doará 25% à instituição Child's Play. O site também dá a oportunidade de os doadores mais generosos receberem coisas únicas, como uma arte conceitual original assinada e emoldurada, direito de nomear personagens no jogo que está sendo desenvolvido atualmente, bem como CDs autografados e camisetas. Se mais de um pacote estiver sendo planejado, Groupees é definitivamente o site que você desejará incluir em suas visitas diárias. Também, se você estiver interessado em outro conteúdo, tais como músicas, livros digitais e todos os outros tipos de conteúdo digital, Groupees também lhe oferece isso.

http://groupees.com/

Indie Royale

Indie Royale é outro bom site de pacotes de jogos, oferecendo jogos independentes relativamente bons. Seus pacotes (em minha honesta opinião) usualmente consistem de 2 a 3 títulos indie medianos, sendo o quarto de um nível mais alto. Todos os pacotes também começam com um mínimo que você deve cobrir para comprá-los. Esse mínimo se ajustará dependendo da quantia média que as pessoas escolheram pagar. Dependendo do pacote, o dinheiro coletado usualmente vai para apoiar os desenvolvedores participantes. Novos pacotes são lançados com frequência média mensal (apesar de o FAQ no site dizer que eles são lançados uma vez a cada quinzena). É um grande site pra se ficar de olho, que traz algumas surpresas de vez em quando.

http://www.indieroyale.com/

Indie Gala

Indie Gala, o mais novo site desta lista, apresentou seu primeiro pacote em dezembro do ano passado. Seu pacote de estréia incluiu vários títulos-chave indie for qualquer preço que você queira pagar. Para o primeiro pacote, pagando acima da média lhe garante um conteúdo de bônus. Atualmente, estão usando o esquema de pagamento de camadas, variando o conteúdo de bônus que você recebe de acordo com a faixa onde o seu pagamento se encaixa. Você pode escolher de que forma seu pagamento será dividido entre os desenvolvedores, instituições de caridade e o site propriamente. Os pacotes usualmente incluem músicas que podem ou não estar relacionadas aos jogos, fazendo deste um dos pacotes que melhor atenderão a quem tenha interesse tanto em música como em jogos. Com a quantidade de conteúdo provida a cada pacote até o momento, este é definitivamente um site de pacotes de jogos que você desejará ter em seus favoritos.

http://www.indiegala.com/

Outros

Podem haver outros lá fora e certamente haverá muitos mais no futuro. Se você achar algum site que ofereça pacotes decentes de jogos, sinta-se à vontade para deixar um comentário e me contactar. Eu me assegurarei de escrever alguma coisa para dar uma checada em qualquer novo pacote que seja lançado. Por ora, estes são os mais populares e bem estabelecidos, e definitivamente devem ser suficientes para satisfazer suas necessidades por jogos.

Special: 

Astrologia e Mapas Astrais

Astrologia é uma área do conhecimento humano que tenta entender o indivíduo com base em informações externas, partindo do princípio de que há uma mensagem, uma dica que ajude as pessoas a compreenderem quem elas são e quais seus propósitos na vida.

A ferramenta utilizada para isso na Astrologia é a posição dos planetas no céu. Diferente da crença comum, a base não é a Astrologia. A posição exata dos astros hoje não é o que é utilizado, tampouco vai importar o que a Astronomia considera ou não como um planeta. A posição dos astros, para a Astrologia, não é a causa de quem somos: a posição dos astros é uma linguagem. É um recado dado a nós. Como linguagem, ela usa como base o céu de muito tempo atrás. É muito parecido com o céu de hoje, mas não é o mesmo. Portanto, aquele papo de que os signos mudaram não procede.

Muito antigamente eu torcia o nariz para a Astrologia. Pensava eu: dividir o mundo em 12 grupos e dizer que com 1/12 do mundo vai acontecer uma mesma coisa é forçar a barra. Creio que muitos pensem assim também. O erro em pensar assim é que estamos confundindo Astrologia com Horóscopo. Horóscopo é uma "Astrologia Fast-Food" que se propõe a aconselher as pessoas em relação ao seu dia, geralmente reduzindo o mundo a 12 grupos. A Astrologia, por outro lado, não é principalmente divinatória. Como disse no início, ela objetiva dar autoconhecimento às pessoas.

Enquanto o Horóscopo do jornal divide o mundo em 12 grupos, a Astrologia trabalha com influência dos mesmos 12 signos, mas em vários planetas do nosso mapa astral natal. Uma pessoa "ser de Sagitário", por exemplo, faz referência à posição do Sol em seu mapa astral. O Sol é o "planeta" que mais influencia o indivíduo mas, segundo a Astrologia, a posição dos outros planetas também tem grande importância em quem nós somos. Além do signo solar, há o signo lunar e signos para Mercúvio, Vênus, Marte, etc.

Daí você já tira que o mundo não se divide em grupos. Ok, e se eu disser que além dos planetas terem signos eles também se relacionam uns com os outros? É o que na Astrologia chamamos de aspectos. Há aspectos harmoniosos e de conflito que podem surgir. Se muitos planetas estiverem em um lado do mapa astral, isso também influencia. Como se não bastasse, há ainda a divião do mapa astral com base na ascendência, dividindo o mapa em 12 posições. Assim, além do signo, a posição onde o planeta se encontra no mapa trará um significado adicional.

Daí pra frente, a Astrologia se torna bastante complexa. Envolve compreensão do significado de cada símbolo inicial (planeta, signo, casa, aspecto) e da multiplicação desses significados (Marte em Áries na segunda casa em conjunção com Sol em Capricórnio...); por fim da distribuição disso tudo no mapa. Tudo isso com o propósito de que possamos entender melhor a nós mesmos. Uma forma de autoconhecimento.

Embora a ciência chame a Astrologia de "pseudo-ciência", ela é uma área de conhecimento vasta e "amarrada". Embora haja charlatanismo, como em tudo pode haver, a Astrologia não é achismo. Apesar da leitura de um mapa ser subjetiva, ela tem bases firmes que seus estudiosos devem respeitar. Creio que o que difere a Astrologia de Ciência é apenas a premissa de que os astros influenciam em nós.

Se você quiser aprender mais sobre astrologia ou mesmo criar seu mapa astral gratuitamente (podendo solicitar uma análise paga), recomendo para isso o site astro.com.

Special: 

O Revolucionário Wii U

Desde que a Nintendo entrou no universo dos jogos eletrônicos, tornou-se um sucesso. Ultimamente, mesmo tendo perdido muito espaço para concorrentes, continua sendo referência.

A Nintendo que instituiu o padrão de joystick com botões de ação como hoje conhecemos:

  • quatro do lado direito (Y, X, B, A); que no Playstation viraram (quadrado, triângulo, X, círculo) e que a Microsoft simplesmente mudou a ordem pra confundir todo mundo (X, Y, A, B).
  • botões de gatilho. Inicialmente o L e R. Depois foi acrescido o Z. A Sony adotou os mesmos L e R e depois expandiu para L1, L2, R1 e R2. A Microsoft também tem os seus, mas não faço ideia de como os chama.

A Nintendo introduziu o efeito "Rumble" no Nintendo 64. Aquele efeito de fazer o controle vibrar, que hoje é padrão de indústria.

Quando o Wii apareceu com seu controle baseado em movimentos, muitos podem ter torcido o nariz, mas logo a Sony apareceu com uma "alternativa" (o pirulito azul que atende pelo nome de Move Motion) e provavelmente foi o estímulo para a Microsoft lançar o seu Kinect.

A Nintendo foi a primeira a se importar com visual tridimensional de fato. O seu Virtual Boy foi a primeira tentativa. Lançado em 1995, foi um fracasso. Ano passado, porém, veio o 3DS, que além de exibir gráficos em 3D real dispensa o uso de óculos especiais, conseguindo mandar imagens diferentes para os dois olhos, de modo a se construir a visão 3D. Isso, somando-se às características do portátil anterior (o Nintendo DS), como o uso de duas telas, sendo uma sensível ao toque; e somando-se novos recursos, como o acelerômetro e sensor de gravidade, bem como o excelente poder de processamento, capaz de colocar o 3DS no páreo, para algumas aplicações, até mesmo dos consoles de mesa da geração atual.

A Nintendo foi quem começou a investir em jogos tridimensionais, ainda no Nintendo 64. Quando todos estavam no mundo tridimensional e ninguém acreditava mais no mundo 2D, foi a Nintendo que trouxe o Mario de volta às duas dimensões, desencadeando uma onda de novos jogos 2D.

Entre as franquias de videogame mais vendidas do mundo, o destaque da Nintendo é inquestionável, bem como o carisma de seus personagens. Quem nunca ouviu falar de Mario, Zelda e Pikachu?

Entre os jogos que conseguiram nota máxima na Famitsu, quase metade são da Nintendo.

Dito tudo isto, vamos falar do console que a Nintendo lança este ano e que apresentou esta semana no E3: o Wii U.

Primeiro, alegaram que ele teria baixo poder de processamento. Isso é falso. Não sei como será em comparação ao Playstation 4 e ao XBox 720, já que os dois estão ainda longe de serem lançados, mas com certeza é mais poderoso que os atuais, iniciando mesmo a nova geração de consoles. Mas, como é comum em se tratando da Nintendo, isso nem é o que chama mais atenção.

Revolucionando mais uma vez o mercado, ela apresenta um console que traz como principal forma de interação uma fusão de joystick e tablet: o Wii U Gamepad. Ele traz uma tela sensível ao toque, além de acelerômetro, giroscópio, rumble, câmera, autofalantes, microfone... Além de dois direcionais analógicos e um digital, os clássicos botões Y, X, B e A; e os botões L e R acompanhado de ZL e ZR.

Com tantos recursos, cabe apenas aos fabricantes de jogos usarem sua criatividade para explorarem isso bem. Os portáteis da Nintendo e o próprio anterior - Wii - já demonstraram que dá pra fazer muitas formas bacanas de interação, basta ser criativo. A propósito, os wii motions (controles do Wii) são perfeitamente compatíveis com o novo console, funcionando inclusive em conjunto com o novo gamepad. Além disso a Nintendo oferecer um joystick opcional para jogos no estilo tradicional.

O Wii U Gamepad pode ser utilizado para mostrar o mapa enquanto vemos a ação acontecendo na TV; pode mostrar os itens que encontramos no caminho, nos permitindo ativá-los de forma simples e intuitiva... São muitos usos, inspirados nos usos que já fizeram das duas telas do DS e do 3DS. Mas essas telas agora não estão fisicamente acopladas! O gamepad pode ser usado para mostrar mais do cenário, como uma janela para o mundo do jogo, uma janela que podemos posicionar onde quisermos. E muitos outros usos, alguns ainda nem descobertos. Quem sabe até incluindo Realidade Aumentada?

Por exemplo, não sei o quanto isso me interessaria diretamente (provavelmente muito pouco), mas achei genial a ideia de um karaoke onde a letra aparece na tela do gamepad, permitindo que a turma fique mais junto, que a pessoa que está cantando fique de frente pros amigos. Esse jogo foi demonstrado também e será lançado.

Por falar nesse tipo de proximidade, a proposta da Nintendo com o Wii U é justamente esta: tornar as pessoas mais próximas. E se analisarmos bem, parece mesmo que a Nintendo sempre se importou com a socialização do gamer. Vejam a época dos 8 e 16 bits: era bem mais comum encontrarmos jogos para dois jogadores do que nos concorrentes. O Nintendo 64 trazia quatro saídas para joystick! E o Mario Party, que já vai na nona edição?

A Nintendo quer juntar todos os consoles daqui por diante (3DS, Wii U e posteriores) em uma única rede. Nela poderemos nos comunicar com outros jogadores em salas de chat, em video-conferência... Diretamente como contatos ou em salas por jogo, filtradas por idioma. Isso tudo de maneira simples e intuitiva. Imagine poder conversar a respeito de uma fase difícil de um jogo simplesmente pausando e acessando o chat pelo próprio controle, caindo já na sala apropriada, onde pode tirar dúivdas e fazer novas amizades!

Sinceramente, eu gostei do que vi e espero ter meu próprio Wii U (provavelmente muito depois do lançamento). Eu falei do Wii aqui no blog em 2007 e só no ano passado adquiri um, e digo: não me decepcionou.

Alguns focos de imprensa por aí estão criticando a Nintendo e seu projeto. Claro, sempre fazem isso. Criticaram, por exemplo, o 3DS ano passado, e ele está aí, firme e forte.

Sabe o que é engraçado? Quando vi que a Nintendo pretendia colocar uma tela sensível no joystick, ha mais de ano, pensei comigo mesmo: a Sony usa plataforma Android no seu Xperia Play, e se eles criarem uma integração entre "androids" e o seu Playstation mais novo? Pois é, dito e feito. A Sony e a Microsoft já anunciaram que vão criar integração entre seus consoles futuros e tablets.

Então eu pergunto: se a Nintendo é tão ruim assim e se essa ideia é tão fraca, por que os concorrentes se apressaram em criar uma gambiarra (como aconteceu com o Wii) em resposta? Por que eles tem medo?

Special: 

Que bicho é virundum?

Emoticon cantorto

Virundum, em essência, é uma falha de letra ao cantar uma música. Seja por não conhecer a letra certa ou por "achar que conhece" a letra certa. Não é paródia, é trapalhada mesmo.

Não sei quem batizou de Virundum, mas quem fez isso o fez como uma homenagem à música que mais sofre com isso: o nosso lindo e complexo Hino Nacional Brasileiro.

Na minha opinião, um virundum tem que ter algumas regras: primeiro, tem que realmente parecer com o original (que é o que acontece com "gente que acha que está cantando certo). Segundo, não vejo muita graça em virundum de música em inglês. E, pra completar, se tiver algum sentido no contexto da música, melhor ainda!

Pois é, por aí existem alguns cantos que falam de virundum. Já foi moda em outros tempos, mas nunca mais ouvi falar a respeito. Um desses lugars é o site Virundum.com. Veja algumas pérolas tiradas de lá:

Como nossos pais (Belchior)

  • Mas é você
    Que é mal passado
    E que não vê
    Que o novo sempre vem
  • Hoje eu sei
    Que quem me deu a idéia
    De uma nova consciência
    E juventude
    Tá em casa
    Guardado por Deus
    Com tanto fio dental

.Faroeste Caboclo (Renato Russo)

  • E é melhor senhor sair da minha casa
    Vi um cabrito com um peixe já fiquei desconfiando.
    Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
    "Você perdeu sua vida, meu irmão"

A Estrada (Toni Garrido / Lazão / Da Gama / Bino)

  • Os mais belos monges
    Dizem amém

    Nas noites escuras
    De frio chorei, ei , ei

Se (Djavan)

  • Sei lá o que te dá que não quer meu calor
    São jorge por favor me empresta o dragão
    Mais fácil apedrejar pôneis em Bali
    Do que você decidir se dá ou não

Admirável Gado Novo (Zé Ramalho)

  • Ê, ô ô, briga de galo
    Porco, macaco, ê
    Porco e perdiz

Açaí (Djavan)

  • Ao sair do avião
    Vi um besouro, um limão
    Branca é a tez da manhã

Já na casa de um primo, ouvi da empregada a pérola (dentre outras pérolas): No meu quarto... tem gente até fazendo... coxinha. Não é difícil encontrar mais virunduns de bobeira pela Internet.

E você? Conhece algum virundum?

Special: 

Pai Rico, Pai Pobre, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter

Pai Rico, Pai Pobre - capa

Este é um daqueles livros que tentam nos ensinar através do exemplo. Narra-se uma história simpática de dois amigos que querem empreender quando ainda são crianças. O pai de um dos dois é um sucesso no universo acadêmico, enquanto o do outro é sucesso no mundo empresarial. Um trabalha muito para dar aulas e coordenar projetos, mantendo uma visão "robin-hoodiana" que o leva a não ter controle sobre suas finanças; enquanto o outro está bem longe das universidades e trabalha em construção civil, mas coordena várias empresas e está construindo seu próprio império. O livro tenta confrontar os ensinamentos dos "dois pais" como forma de "provar sua tese".

No fim das contas, trata-se de um livro muito interessante e de onde se pode tirar algumas valiosas lições. Como a de que "se você é dono de um negócio, mas tem que estar presente lá sempre, você não tem uma empresa, você tem uma profissão".

A forma como o livro é escrito, separando os momentos narrativo e explicativo sobre o "mundo dos ricos" é bem planejada e ajudam a tornar o assunto da preocupação com economia (que é por natureza chato para a maioria das pessoas) mais atrativo.

Enfim, recomendo que leiam aos que ainda não leram!

Special: 

OpenPandora: um videogame portátil livre

Pandora em ação

Imagine um videogame portátil parecido com o Nintendo DS, mas com uma tela apenas, com dois analógicos além do direcional e que roda GNU/Linux/XFCE. Não precisa imaginar, ele existe e se chama Pandora.

Um pouco maior que um Nintendo 3DS, o Pandora:

  • vem com um Sistema Operacional completo, sem travas (GNU/Linux baseado na distribuição Ångström)
  • tem processador ARM Cortex-A8 de 600 MHz
  • processador para video PowerVR SGX, com 3D GPU, operando a 800x480 em tela sensível ao toque
  • 512M de memória Flash, mas com suporte a cartão SD (inclusive pode dar boot de outro Sistema Operacional a partir de um cartão)
  • a propósito, possui 2 entradas para cartão SD, suportando cartões de até 32G
  • acessa redes sem fio - Wifi
  • se comunica por Bluetooth
  • tem porta USB 2.0 e uma mini-USB
  • tem saída para TV
  • além da tela sensível ao toque, oferece um direcional, dois direcionais analógicos, além de 6 botões de ação e 43 botões QWERTY (incluindo numéricos)
  • microfone interno
  • autofalantes stereo e saída para fone de ouvido
  • bateria que suporta mais de 10 horas de jogo!

Com ele você pode:

  • Jogar jogos livres como Armagetron, SuperTux e Battle for Wesnoth
  • Jogar jogos emulados nas diversas plataformas de até 64 bits
  • Navegar na Internet
  • Programar código-fonte
  • Enfim, qualquer coisa que possa ser feita em um computador (a tela é pequena demais? saída pra TV talvez ajude, até certo ponto; as teclas são muito emprensadas? plugue um teclado USB!)

Como nem tudo é perfeito, temos um problema: o preço. Um computador portátil desses custa 370 euros, sem levar em conta frete e imposto de importação. Difícil eu botar as mãos em um desses. Quem sabe um dia...

Special: 

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