redondilhas maiores

O Charlatão

Quando tocarem canções
Jurando, feitas pra ti
Me plagiam sem vergonha
Pra ti são todas que fiz

Não ligue pra alguém que diz
Que à noite contigo sonha
Só pensa em se divertir
A noite é das ilusões

Se lhe jurarem paixões
Pode crer que esse alguém mente
Se diz te amar mais que eu

Ouça e veja se entendeu
Só eu te amo totalmente
Não aceite imitações

Dia de Sol

Estrelas lançam a luz
E a natureza traduz
Belas cores recebidas
Traduzida a luz em vida

Grandiosa estrela nossa
O Sol nos chega e se apossa
Da Terra e doutros planetas
Das luas, rochas, cometas

Folhas balançam ao vento
Sob um azul firmamento
E as aves a cantar voam
Cantos que por cá ressoam

É mais um dia de Sol
Trazendo à ilha, ao atol
Beleza qual lhe é devida
É mais um dia de vida

O Preço da Liberdade

Quanto vale a liberdade
Para quem não quer saber
Do Sol nem da sociedade
E sonha em também poder?

Qual o preço da revolta
Para quem só pensa em si
E se entregando nem nota
Como foi pra conseguir

De que vale libertar
Quem não sabe dar valor
Pra quem livre nada sente

Pra quem irá novamente
Por vontade se entregar
E zombar do salvador

Cordel do BrOffice

Há nem tanto tempo assim
Poucas décadas atrás
Quem trabalhava em banco
Escritórios e outros mais
Sempre tinha precisão
De não escrever a mão
Documentos oficiais

É por isso que usavam
Quando o trabalho pedia
Uma máquina adequada
Para a Datilografia
Sempre grande e pesada
Numa mesa, preparada
Em todo canto uma havia

Assim, quando precisavam
Um documento fazer
Iam pra ela prontamente
Pra máquina de escrever
Como foi também chamada
Era a forma consagrada
A forma de proceder

Mas apesar do seu uso
Ela não era perfeita
Exigia atenção
Pois nem tudo se endireita
Se uma carta fosse escrita
Com um erro na bendita
Teria que ser refeita

Cada letra do alfabeto
Tinha sempre o mesmo espaço
O "m" era encolhidinho
O "i" era muito largo
Nem anão, nem colossal
O tamanho é sempre igual
Letra, número ou traço

Foi por isso que o povo
Com uma grande alegria
Recebeu aquele novo
Editor que aparecia
Isso não foi tão recente
Eu nem estava presente
Mas foi feliz esse dia

O que estava se usando
Esse tal de "editor"
Era só mais um programa
Pro tal de "computador"
Pra mesma necessidade
Mas com muita novidade
Para qualquer escritor

Agora já era possível
Escrever de todo jeito
Com letra de toda forma
Num trabalho tão bem-feito!
E se errasse no alvoroço
Nem precisava um esforço
Pro texto ficar direito

Foi tanta revolução
Que até foto entrou no meio
Ficando junto com o texto
Pra ele ficar menos feio
Seja desenho ou imagem
Ou barras de porcentagem
Texto então tinha recheio

Mas havia um problema
Pra carta ficar bonita
Com figuras e desenhos
Toda coisa que foi dita
Toda a diagramação
Era feita sem perdão
Numa língua esquisita

Como isso era chato
A mudança foi em frente
Pra algum dia ser possível
Escrever exatamente
Tudo o que a gente queria
Como a gente gostaria
Tudo fácil para a gente

Veio então um editor
Que tornava isso possível
Fazer o texto na tela
De um jeito tão incrível
Que imprimindo o que se via
Como uma fotografia
Seria igual, infalível

Esse editor de texto
Dessa nova geração
Finalmente ficou pronto
Pra alegria da nação
Logo foi reproduzido
E por outros foi seguido
Em uma competição

Cada editor desse tipo
Vem com alguns aliados
Um programa de slide
De apresentação no quadro
Em tecnologia de ponta
Uma planilha de conta
Pra trabalhos tabelados

Esse conjunto completo
Ficou então conhecido
Por "pacote de escritório"
Não era um programa tido
Mas sim programas diversos
Para trabalhos impressos
Dos mais variados tipos

Acontece que, c'o tempo
O pacote que ficou
Desses para escritório
Que então se consagrou
Não foi bem o mais perfeito
Mas o que arrumou um jeito
De sem opção se impor

Foi o MS Office
O pacote de programas
Pra se usar em escritório
Que mais forte teve a fama
Logo em quase todo lado
Estava ele instalado
De Tóquio a Copacabana

Mas nem todo instalado
- E até hoje está igual -
Foi comprado direitinho
Como uma cópia legal
Já que custa mais de mil
Muita gente preferiu
Economizar Real

Mas o dilema é difícil
Sem ter nenhuma opção
O povo ou pirateia
Com o risco de prisão
Ou então tem que fazer
Mil reais aparecer
Pra pagar a aplicação

E hoje em dia esses programas
São real necessidade
Pra trabalhos de escola
Ou pra contabilidade
De programas dessa espécie
Todo mundo hoje carece
Por isso a dificuldade

Eis que o Software Livre
Que falei uma outra vez
Nos mostrou uma resposta
E o dilema se desfez
Pois tem em seu repertório
Um pacote de escritório
Para mim e pra vocês

Aberto por uma empresa
A Sun, empresa estrangeira
OpenOffice.org
É a forma mais certeira
De economizar dinheiro
E ter um pacote inteiro
De aplicações de primeira

Mas esse pacote livre
No Brasil se renomeia
Por causa de confusão
De algum cabra de peia
"Open" por "BR" troque
BrOffice.org
Desse jeito aqui se leia

Tudo aquilo que foi dito
Esse pacote nos traz
Tem um editor de texto
Contas em planilha faz
Também apresentações
Banco de dado', edições
De desenhos vetoriais

Além de essa escolha ser
De gastos a mais isenta
E de tanto oferecer
Na vantagem que experimenta
Sendo um Software Livre
Além de tudo, inclusive
Mais vantagens apresenta

A equipe brasileira
É um grupo voluntário
Que dedicado trabalha
Pelo Brasil espalhado
Traduzir já traduzia,
Hoje ainda faz melhorias
Nos programas trabalhados

Aumentam o dicionário
De verbetes conhecidos
Catalogam os modelos
De texto, os mais pedidos
Criam tanto manual!
E um corr'tor gramatical
Foi feito e oferecido

BrOffice.org
Você tem que visitar
Também tem lista de e-mail
Preparada pra tirar
Dúvidas de iniciantes
Dar dicas interessantes
O tempo todo no ar

Como se isso fosse pouco
Ainda há outra razão
Pra usar BrOffice
Como sua opção
Tem a ver com os formatos
Como arquivos são guardados
Pois seguem sim um padrão

O padrão utilizado
É aprovado no ISO
Por ser bom e aplicável
(Nenhum lobby foi preciso)
Foi feito conforme a norma
Open Document Format
É o nome concebido

Esse formato tão bom
É bastante apoiado
Governos de todo o mundo
Já o têm tido adotado
Empresas de nome e bem
Se colocaram também
Em apoio ao formato

E pra provar que ODF
É mesmo padrão de fato
Ele já está sendo usado
Bem nesse momento exato
Pelo editor do Google
E tem outros, te asseguro
Já usando este formato

Hoje eu apresentei
Um conjunto diferente
De programas excelentes
Com a liberdade em mente
E uma equipe que faz
E o melhora ainda mais
Pra ser mais útil à gente

Espero que o BrOffice
Faça a você diferença
Não é só na economia
- Embora ela seja imensa -
É bem mais, na realidade
Pelo que é, por qualidade
Que é bem maior que se pensa

E assim, mais uma vez
Tendo dado meu recado
Como em tudo que começa
O final é, pois, chegado
E a todo cidadão
Que dedicou atenção
Meu adeus e obrigado!

Special: 
Gênero: 

O Segredo da Vida

Assim como os passarinhos
Pra sê-los devem ter asas
- Porque pássaros sem asas
Não são pássaros, só aves -

Para que sejam poesias
Poesias devem ter versos
E juntos, não tão dispersos
Ou serão só falarias

É que o segredo da vida
Está nas coisas mais simples
Mas antes de serem simples
É preciso serem coisas

Águia Branca

Cansaço é tudo o que senteAs Asas da Águia
A águia interceptada
Enquanto ia simplesmente
Voar, voar e mais nada

Da água já se soltou
E suas asas tão molhadas
Mesmo cobertas de dor
Batem, mesmo tão cansadas

E que outro perigo encontre
Pois não parará por nada
Está vindo para a ponte

Pelas dores condenada
Vê outra águia no horizonte
E do céu é derrubada

-- Cárlisson Galdino

As Asas do Avião

Num ressoante assobioAs Asas da Águia
Que parte dos céus ao chão
Nosso silêncio partiu
Nas asas de um avião

Porém não partiu só isso
Rasgando os ares em vão
Num turbulento estrondo
Deixou a poluição

A floresta adormecida
Não consegue defender
Sua pureza banida

É difícil de entender
Se a ciência imita a vida
Ainda tem muito a aprender

-- Cárlisson Galdino

Águia Negra

O Sol se ergue no horizonteAs Asas da Águia
A luz preenche o lugar
Gente em torno da fonte
Onde se possa olhar

Ainda é cedo pra lutar
Mas já é tarde pra fugir
Não há mais como voltar
Já é preciso partir

É vítima e não culpado
Deve lutar onde esteja
Sendo sempre desafiado

Uma águia, alguém a veja
Por ter asas, no telhado
Vítima sendo da inveja

-- Cárlisson Galdino

O Golpe do Mar

Segue a águia em liberdade
Sobre águas a flutuar
Que nem parece verdade
Estar livre pra voar

Mas algo se ergue do mar
Nada que seja normal
E que se possa esperar
É um ser d'água, total

Subindo em forma de jato
Mirando a águia no ar
Com um sentido exato

A águia não pode notar
Quando água alcança seu prato
Atirando a águia ao mar

Páginas