quadras

Dia de Sol

Estrelas lançam a luz
E a natureza traduz
Belas cores recebidas
Traduzida a luz em vida

Grandiosa estrela nossa
O Sol nos chega e se apossa
Da Terra e doutros planetas
Das luas, rochas, cometas

Folhas balançam ao vento
Sob um azul firmamento
E as aves a cantar voam
Cantos que por cá ressoam

É mais um dia de Sol
Trazendo à ilha, ao atol
Beleza qual lhe é devida
É mais um dia de vida

O Segredo da Vida

Assim como os passarinhos
Pra sê-los devem ter asas
- Porque pássaros sem asas
Não são pássaros, só aves -

Para que sejam poesias
Poesias devem ter versos
E juntos, não tão dispersos
Ou serão só falarias

É que o segredo da vida
Está nas coisas mais simples
Mas antes de serem simples
É preciso serem coisas

Você

A Lua, as nuvens
O vento, a montanha
As cores do dia
O céu tem seu nome

Quero ser teu anjo
Te dar proteção
Não sei se já sabe
O mundo é selvagem

Me deixa te ver
Que, sabe? Te amo
E o amor é divino
Não dá pra vencer

Não me desespero
Chamando teu nome
Porque ele é belo,
Não mais que você

É que não define
Você totalmente
Um nome é só nome
Mas você é tudo

Teu nome é o mais belo
Mas é que ainda assim
É nome, incompleto
E tão vago em si

Só peço às estrelas
À Lua, eu peço
Ao mais do universo
Ao mais que existir

Gritai às mulheres
Metidas da Terra
Que és a mais bela
Das que têm seu nome

Nunca Vi

Nunca viuAs Asas da Águia
Asas tão belas
Em aquarelas
Azul anil

Nunca vi
Asas tão belas
Que nas telas
Dissolvi

Nunca vistes
Asas tão belas
Amarelas
E tão tristes

Nunca vira
Asas tão belas
Quanto aquelas
De uma lira

Nunca viram
Asas tão belas
Quanto aquelas
Que serviram

Nunca viram
Asas tão belas
Quanto aquelas
Que não viram

-- Cárlisson Galdino

Engenho: 

Athenas

Ao chão um trovão de ferro e carvãoAs Asas da Águia
Trazendo nos olhos a revolução
E fúria, da injúria que sofreu
Concedeu espaço ao brilho do aço Prometeu

E de suas roupas rasgadas, suas asas
São o início apenas, das espadas de Atenas
Mais um vício sem nenhum indício de alguém
Que o criou, que o trouxe e o libertou

A luta contra as drogas insulta
Ao que não pode temer do topo
Esse César, e o povo reza por perdão
Mas não há discussão contra o poder

E a grande guerra santa chega e se levanta
Contra os mares, com ares de vingança
E avança mais e mais pelas capitais
Convertendo ao ouro o tesouro (que é nosso)

-- Cárlisson Galdino

Engenho: 

Despencar

Seus pés sentem chãoAs Asas da Águia
Seu rosto, o tufão
Que vem do horizonte
Por trás desse monte

Seu corpo pesado
Peso do passado
Os ventos o ajudam
E direções mudam

Pés deixando o chão
Altos braços, mãos
À vista uma ponte
Distante, defronte

No corpo a leveza
De um sonho, a certeza
Os ventos o deixam [partir
Suas asas não o deixam cair

-- Cárlisson Galdino

Nossas Asas

Me leva contigo, bela amada
Ao arranha-céu mais deslumbrante
Tão alto que não se veja estrada
Tão alto, mas nunca alto o bastante

Mas se não, permita que te leve
Aos terrenos além do Japão
Pois tudo que é asa voar deve
Nossas asas são nossa união

O Novo Brado

Sempre erguem da Justiça a clava forte
Do que se diz Justiça e é Força Bruta
Mas quem é filho teu não foge à luta
Rebelde, contra a Força e contra a Sorte

Os poucos nos desejam à própria morte
Os poucos que enriquecem à sua custa
Mas bem-armados vamos a essa justa
Caso "Verdade" seja uma arma forte

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